PF faz “batida” no comitê do deputado Márcio Fernandes a 9 dias da eleição
Em um dos locais foi apreendido dinheiro, mas o ponto exato não foi divulgado, nem a quantia recolhida

A Polícia Federal cumpre uma diligência na manhã desta sexta-feira (25) em Campo Grande, incluindo no comitê e o apartamento do deputado estadual e candidato à reeleição Márcio Fernandes (MDB), localizados no Bairro Chácara Cachoeira e Royal Park, respectivamente. A ação tem relação com uma apuração que envolve possíveis crimes eleitorais e ocorre a nove dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro. Em um dos locais foi apreendido dinheiro, mas o ponto exato não foi divulgado, nem a quantia recolhida.
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A Polícia Federal realizou uma diligência nesta sexta-feira (25) no comitê eleitoral do deputado estadual Márcio Fernandes (MDB), em Campo Grande, no bairro Chácara Cachoeira. A ação investiga possíveis crimes eleitorais e ocorre a nove dias do primeiro turno das eleições. A PF confirmou que não houve prisões. Advogados acompanham a diligência. Candidatos têm proteção contra prisão nos 15 dias anteriores ao pleito, salvo em flagrante delito.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Polícia Federal para confirmar se havia prisões de candidatos durante a operação. Em conversa por mensagem, um representante da PF confirmou que havia uma diligência em andamento e afirmou que ela tinha relação com a apuração questionada.
Questionado especificamente sobre a existência de prisão de candidatos, a assessoria respondeu: “Por enquanto apenas uma diligência apurando”. Em seguida, confirmou: “Prisão, por enquanto, nenhuma”.
No comitê do candidato, a presença dos agentes foi confirmada pelo chefe de gabinete de Márcio Fernandes. Segundo ele, advogados estão no local para acompanhar a diligência e entender o motivo da ação. “Estamos aguardando receber o documento, não sabemos o que está acontecendo”, afirmou.
As equipes também estiveram na residência de Márcio Fernandes, no Edifício Manoel de Barros, na Rua Jintoku Minei, no Royal Park.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o que está sendo apurado ou quais fatos motivaram a diligência. Informações apuradas pela reportagem, no entanto, apontam para a apreensão de uma grande quantia em dinheiro em espécie.
Período eleitoral - A diligência ocorre durante o período em que candidatos têm proteção específica contra prisões prevista no Código Eleitoral. Os candidatos que disputam o primeiro turno não podem ser detidos ou presos nos 15 dias que antecedem a votação até 48 horas depois do encerramento do pleito.
A regra também vale para candidatos que disputarem o segundo turno, marcado para 25 de outubro, durante os 15 dias anteriores à votação e até 48 horas após o encerramento.
A legislação prevê uma exceção para casos de flagrante delito. Nessa situação, a pessoa detida deve ser conduzida imediatamente à presença de um juiz competente, que avaliará a legalidade da prisão.
A Polícia Federal não informou, até o momento, detalhes sobre a investigação que motivou a diligência no comitê de Márcio Fernandes. A ação segue em andamento.


