Quadrilha desviou R$ 424 mil de empresa de telecomunicações com golpe
Ao todo 15 pessoas foram alvos de operação em Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e mais 6 estados
Mato Grosso do Sul é alvo da Operação Firewall, nesta quinta-feira (24), para desarticular uma quadrilha responsável por um golpe cibernético. A ação apura o desvio de R$ 424,7 mil da conta-corrente de uma empresa global de telecomunicações.
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Segundo as investigações, o grupo obteve a chave de acesso à conta de uma empresa internacional de telecomunicações em dezembro de 2023 quando o gerente financeiro recebeu a ligação de um homem que se apresentou como funcionário da área de tecnologia de um banco.
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Acreditando ser um contato legítimo, o gerente forneceu as credenciais da conta bancária da empresa e, na sequência, foram realizadas as transferências financeiras, provocando o prejuízo de R$ 424.700,00.
Além de Mato Grosso do Sul, os mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos no Distrito Federal, Bahia, Pará, Goiás, Rio de Janeiro, Tocantins e Ceará. O balanço exato de alvos e ordens judiciais cumpridas em território sul-mato-grossense ainda não foi detalhado pela polícia.
Segundo a Polícia Civil, o dinheiro passava por “contas de passagem”, que eram esvaziadas no mesmo dia. Em seguida, os recursos eram transferidos para outros beneficiários por meio de operações eletrônicas, formando uma estrutura considerada pelos investigadores como uma movimentação “em cascata”.
Ao todo 15 pessoas foram alvos da ação que apreendeu celulares, cartões bancários e dinheiro em espécie. Com um dos suspeitos, em Planaltina (GO), os policiais ainda encontraram uma pistola calibre 9 mm, 6 carregadores e 64 munições. Ele foi preso em flagrante.
Na cidade de Porto Seguro (BA), uma mulher de 37 anos e um homem de 20 foram presos durante a manhã. Com a dupla, foram apreendidos dois celulares e um tablet. Os aparelhos passarão por perícia para rastrear o caminho do dinheiro e identificar outros envolvidos.
A ofensiva é coordenada pela DCCC (Delegacia de Combate a Crimes Cibernéticos) da Polícia Civil do Pará e conta com o apoio das corporações dos demais estados. Os presos permanecem à disposição do Poder Judiciário.
Os investigados vão responder por estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de capitais e associação criminosa.
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