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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

05/02/2016 08:34

PM aponta 2.167 ocorrências envolvendo índios nos últimos 9 anos

Leonardo Rocha
Comandante Deosdete de Oliveira diz que PM só atua em reintegração, com ordem judicial (Foto: Wagner Guimarães)Comandante Deosdete de Oliveira diz que PM só atua em reintegração, com ordem judicial (Foto: Wagner Guimarães)
Integrantes da CPI querem ouvir peritos do caso Oziel (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)Integrantes da CPI querem ouvir peritos do caso Oziel (Foto: Wagner Guimarães/ALMS)

O comandante da Polícia Militar, Deosdete de Oliveira, esteve ontem (04), na CPI do Genocídio, e mostrou que desde 2007 houveram 2.167 ocorrências envolvendo índios em Mato Grosso do Sul, principalmente nas cidades de Japorã, Dourados, Caarapó e Amambai. Ele ainda reiterou que PM só atua em reintegração de posse, mediante ordem judicial.

"A atuação da Policia Militar é de forma preventiva, hoje as coisas estão facilitadas, e trabalhamos em rondas preventivas. Não temos dificuldade de acesso". O comandante explicou que em caso de desocupação, a PM entra no local, com respaldo legal, mas quem organiza qualquer ação é a Polícia Federal.

Também disse que desconhece qualquer negligência policial, em relação ao caso do índio Oziel Gabriel, que foi morto no dia 30 de maio de 2013, durante reintegração de posse na fazenda Buriti, em Sidrolândia.

O delegado-geral da Polícia Civil, Roberval Maurício Cardoso, afirmou que não existe nenhum impedimento ou problemas nas investigações, envolvendo indígenas, mas que ainda existe dificuldades em entrar nas comunidades. Ele aproveitou a reunião para entregar um relatório com os inquéritos aos integrantes da CPI.

Ainda explicou que a Polícia Civil só atua em caráter emergencial em ocorrências, pois sua ação se concentra nas investigações. O presidente da CPI, o deputado João Grandão (PT), ponderou que as autoridades contribuíram e trouxeram dados importantes para comissão.

Foi aprovado a participação de representantes do MPE (Ministério Público Estadual) e MPF (Ministério Público Federal), além de peritos que trabalharam no caso da morte de Oziel. A CPI do Genocídio investiga a ação/omissão do Estado nos casos de violência contra indígenas do ano 2.000 até 2015.



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