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Política

Por falta de tempo, CPI da Saúde termina investigação e apresenta relatório

Por Leonardo Rocha | 22/11/2013 12:16
CPI termina investigação por falta de tempo (Foto: Arquivo)
CPI termina investigação por falta de tempo (Foto: Arquivo)

A CPI da Saúde da Assembleia gostaria de convocar novas pessoas para depor em relação ao sistema Gisa (Gerenciamento de Informações em Saúde), no entanto como o prazo se encerra na segunda-feira (25), os integrantes terminaram a investigação e vão apresentar relatório na semana que vem.

“Poderíamos chamar novas pessoas, mas temos documentos e depoimentos necessários sobre o Gisa, o relatório estará completo e será qualificado”, destacou o presidente da comissão, o deputado Amarildo Cruz (PT).

O presidente destacou que restará aos órgãos competentes “aprofundar” a investigação sobre os temas propostos pela CPI, já que esta apuração teve prazo para terminar.

“Fizemos nossa parte, mas as instituições têm toda legitimidade e preparo para continuar a averiguação, nós levantamos os assuntos principais que devem servir de pauta”.

O vice-presidente da comissão, o deputado Lauro Davi (PROS), ponderou que o relatório final já estava pronto e que teve que sofrer algumas “alterações” em função das últimas denúncias.

“Teremos um diagnóstico da saúde no Estado e resta ao poder executivo consertar os problemas que levantamos durante a investigação”.

A comissão irá enviar cópias do relatório final ao MPE (Ministério Público Estadual), MPF (Ministério Público Federal), CGU (Controladoria Geral da União), TCE (Tribunal de Contas Estadual) e Ministério da Saúde.

Polêmica – A CPI da Saúde já estava com material pronto para ser entregue no dia 23 outubro, no entanto após análise de documentos e depoimentos, o sistema Gisa, responsável por agendar consultas por telefone, ganhou repercussão e apuração mais profunda.

“Digamos que foi a questão mais escandalosa, por isso prorrogamos o prazo e voltamos a convocar pessoas”, explicou Davi.

O Gisa foi contratado pela prefeitura de Campo Grande em 2008 por quase R$ 10 milhões, no entanto hoje apenas quatro dos doze módulos estão funcionando.

O Ministério da Saúde enviou uma equipe para averiguar o caso em Campo Grande, pelo fato de 90% do recurso ter sido investido pela instituição. A atual administração já declarou que cogita pedir a devolução do recurso empregado em função do sistema não funcionar de forma adequada.

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