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Política

Pré-candidata denuncia PSL após cobrança de 500 fichas de apoiadores

Valdete da Mota Lemes é cuidadora de idosos e quer estrear na eleição com campanha limpa

Por Aline dos Santos | 15/07/2020 12:39
Valdete é pré-candidata a vereadora em Campo Grande e questiona métodos do PSL. (Foto: Reprodução\Facebook)
Valdete é pré-candidata a vereadora em Campo Grande e questiona métodos do PSL. (Foto: Reprodução\Facebook)

Cuidadora de idosos e conhecida por atuar em campanhas políticas no bairro Zé Pereira, em Campo Grande, Valdete da Mota Lemes, 43 anos, denunciou o PSL, partido ao qual é filiada, à Procuradoria Regional Eleitoral.

Ao Campo Grande News, ela relatou que quer fazer uma campanha limpa e busca saber se está correto o procedimento do processo seletivo da sigla, que lhe cobrou R$ 199 para abertura de uma conta bancária e pede que o pré-candidato traga ao menos 500 fichas com dados pessoas de apoiadores.  Valdete é pré-candidata a vereadora.

A lista deve conter nome completo, endereço, email, zona e seção eleitorais, além do número de WhatsApp.

“Eles me passaram umas regras, as fichas de ‘apoiamento’, que precisa arrecadar dinheiro. Se estou entrando numa campanha, quero entrar numa campanha limpa. Minha preocupação é eu preencher com dados de apoiadores meus. Mas se meu nome não passar na convenção, vão ficar com os meus contatos”, afirma Valdete Lemes.

A pré-candidata disse que pretende disputar a primeira eleição depois de muito ouvir, durante campanhas passadas, que ela própria deveria concorrer para representar a população.

“Sou filiada ao partido desde o ano passado por acreditar que o PSL seria um partido democrático. Na última campanha, apoiei de forma voluntária o capitão [Renan] Contar, a Soraya [Thronicke], o Trutis [Loester Carlos], que foram eleitos”, conta.

No processo seletivo para ser candidata, Valdete reclama que teve que pagar R$ 199, que seria destinado a abertura de uma conta bancária. “Não se se isso é legal, essa é a minha primeira campanha e quero que seja limpa. Quero entrar na política para fazer a diferença. Não é para ganhar dinheiro. Que a mãe que vá ao posto de saúde encontre um médico”, afirma Valdete Lemes.

O PSL informou à reportagem que não cobra nenhum valor de seus filiados, pré-candidatos ou quando forem candidatos. "As fichas de apoiamento servem para demonstrar a quantidade de pessoas que estão dispostas a ajudar em campanhas gratuitamente e difundir os valores do partido.  O PSL Campo Grande afirma que a pré-candidata está mentindo em suas declarações".

O Campo Grande News pediu informações ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sobre a regularidade da cobrança e ao Ministério Público Eleitoral sobre o andamento da denúncia.