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Política

Prefeitura rebate sindicato: menos de 10% dos professores estão em greve

Sindicato diz que fechará escolas a partir da próxima semana

Por Alberto Dias | 04/05/2016 08:44
Professores em assembleia que definiu a greve. (Foto: Marcos Ermínio)
Professores em assembleia que definiu a greve. (Foto: Marcos Ermínio)

O total de professores em greve da rede municipal de Campo Grande não chega a 10% do efetivo, segundo informação da Semed (Secretaria de Educação). O índice diverge do balanço apresentado pelo sindicato, estimando 30% do efetivo parado. Isso corresponde a 600 docentes em greve, afetando parcialmente 56 escolas municipais e seis Ceinfs (Centro de Ensino Infantil).

Ao Campo Grande News, a Prefeitura informou que o efetivo na Educação soma 7,7 mil professores na ativa, sendo três mil concursados e 4.711 contratados. Frente aos 500 docentes parados nesta quarta-feira (4), o percentual de adesões não chega a 10% segundo o Executivo Municipal.

Com a baixa adesão, a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) definirá novas estratégias em assembleia convocada para esta sexta-feira (6). Uma delas, de acordo com o presidente, Lucílio Nobre, será fechar escolas nos bairros a partir da próxima semana, para que o movimento tome força, a exemplo de edições anteriores.

“Se o prefeito não atender a categoria ainda esta semana, vamos para os bairros fechar escolas”, disse Lucílio, que já passou por 20 escolas intimando colegas a participarem.

Protesto – Nesta quinta-feira (5), os grevistas tentarão nova agenda com o prefeito Alcides Bernal (PP) e, para tanto, se reunirão em ato às 8h30 na frente da Prefeitura. Eles pediram um cronograma para implantação do reajuste baseado na Lei 5411/2014, conhecida como “Lei do Piso” para o magistério. 

Foram várias as reuniões com Bernal na semana passada e também na segunda-feira (2), após passeata até a Prefeitura. Os professores seguem com o pedido de reajuste de 11,36%, além dos 13,01% referentes ao ano de 2015. 

Trata-se da segunda greve consecutiva na Capital, onde o ano letivo começou em 15 de fevereiro. No ano passado, os alunos enfrentaram 77 dias sem aulas. A Reme (Rede Municipal de Ensino) tem 95 mil alunos e cerca de seis mil professores, incluindo os Ceinfs (Centros de Educação Infantil).