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Campo Grande, Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

15/08/2012 10:58

Projeto prevê "cliente certo" para produção da agricultura familiar

Paula Maciulevicius e Paula Vitorino

Termo vai contribuir para a comercialização final, determinando para quem o produtor vai vender

O termo foi assinado nesta manhã na governadoria. (Foto: Rodrigo Pazinato)O termo foi assinado nesta manhã na governadoria. (Foto: Rodrigo Pazinato)

A assinatura do Termo de Cooperação Técnica para o fortalecimento da agricultura familiar e turismo, feita pelo governador André Puccinelli (PMDB) e o diretor de Gestão do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Políticas Públicas “Zilda Arns”, João Aparecido de Almeida, na manhã de hoje vai contemplar 16 produtos vindos da produção de agricultura familiar.

O termo vai contribuir para a comercialização final, determinando para quem o produtor vai vender, dispensando ‘atravessadores’ que compravam a mercadoria para revender e poupando tempo que pode ser utilizado no cultivo da produção.

O turismo também vai ser incentivado porque nas embalagens, os itens vão carregar a certificação de que foram produzidos em Mato Grosso do Sul. Dois produtos resultados da agricultura familiar já estão sendo comercializados em São Paulo como projeto piloto. A mandioca chip e a pamonha.

Com a assinatura de hoje, o Governo do Estado vai passar a fechar parcerias com comerciantes e produtores.

“Agora a gente vai produzir e saber que tem pra quem vender, porque antes eu tinha que lagar o meu trabalho no cultivo pra ir atrás de comprador. Com esse termo vou poder usar o tempo que eu perdia para ficar no meu cultivo e produzindo mais”, explica o agricultor Jair José Rufino 76 anos.

O documento vai ainda apoiar o segmento com elaboração de projetos, pesquisas, capacitação, marketing turístico, composição de equipe técnica em extensão rural e turismo rural.

Para o presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), José Antonio Roldão, o termo vai trazer melhoria da qualidade de vida do produtor rural. “Nós estamos tentando ajudar na comercialização final. Porque o produtor vai conseguir produzir e ter pra quem vender. Através das entidades parceiras vai sair do campo para a venda”, disse.

Roldão defendeu ainda que na prática o encaminhamento para a venda vai aumentar a renda do trabalhador e a divulgação do nome do Estado. “Esses produtos já eram vendidos, a diferença agora é que vai ter escrito Mato Grosso do Sul”, completa.

Parte da produção de mandioca de Terenos, pamonha de Bandeirantes e peixe e licor do Distrito de Camisão, já estão seguindo os moldes do termo.

O representante da entidade parceira do Estado no acordo, diretor de Gestão do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Políticas Públicas “Zilda Arns”, João Aparecido de Almeida, ressaltou que a produção vai atender primeiro a demanda social.

“Vai ser utilizado na merenda das escolas públicas do Estado e o excedente vai pra comercialização em outros locais”, concluiu.

A secretária de Turismo, Nilde Brun, falou que a parceira vai ajudar na divulgação do Estado. “Além de trazer benefício para as famílias, aumenta cultivo e também vai aumentar o turismo do Estado, com a propaganda do nome de Mato Grosso do Sul”.



Na zona rural de Campo Grande tem assentamentos produzindo vários hectares de mandioca de excelente qualidade, cor e sabor,e alguns estão vendendo quase de graça,pois não tem logística ou comprador certo.Outros preferem vender algumas "bolsas", cada vez que vem para a cidade.Sofrem e sobrevivem assim.
 
Noelina Marques Dias em 15/08/2012 04:15:38
É uma pena que eles consigam facilidades para vender em SP, mas eu aqui, na capital do estado, tenho que me deslocar para outro bairro, pegar ônibus, para poder comprar verduras, legumes e frutas frescos. No entorno do meu bairro, apenas pequenos mercados oferecem algumas poucas opções, e a preços que doem o bolso.
 
Jucelia Ferraz em 15/08/2012 02:00:12
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