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24/11/2009 12:54

Promotor conclui inquérito antes da publicação de edital

Redação

O promotor de Justiça Nicolau Bacarji Júnior concluiu em tempo recorde o inquérito instaurado para apurar o desvio de recursos na Prefeitura de Miranda, a 205 quilômetros de Campo Grande. A apuração foi tão rápida, que ele concluiu o processo antes do edital sobre a instauração da investigação ser publicado no Diário Oficial da Justiça.

O aviso foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial de Justiça. No entanto, o promotor já tinha concluído o inquérito civil público há 11 dias. Ele informou que gastou 10 dias para abrir o inquérito, ouvir os depoimentos de 10 pessoas, analisar extratos bancários e fazer a degravação de um CD.

Entre os dias 3 e 13 de novembro deste ano, Bacarji Júnior concluiu que seis pessoas estão envolvidas no desvio de R$ 500 mil da prefeitura de Miranda entre os anos de 2007 e 2009. E isentou de responsabilidade o prefeito, Neder Afonso da Costa Vedovato (PSB), a secretária municipal de Administração, Maria Célia da Silva Bompard e Cláudio Mathias.

Alguns inquéritos do MPE levam anos, como é caso da investigação instaurada em 2003 pela promotora da Cidadania de Campo Grande, Sara Francisco Silva, para apurar a morte de pacientes em decorrência de contaminação de bactéria no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian. O inquérito ainda não foi concluído.

A denúncia - O promotor de Miranda denunciou o chefe do Recursos Humanos da prefeitura, Rayfer Almeida Prado, seu pai, João Aparecido do Prado, Thays Neli da Silva Florenzano, Homero Flávio Florenzano, Wilson da Silva Cardozo e Alex Fausto Nantes Cano.

Eles foram alvos de duas ações: por improbidade administrativa e criminal. Na cível, o promotor pediu a indisponibilidade dos bens, a perda da função pública e dos direitos políticos e da reparação dos cofres públicos dos R$ 500 mil desviados.

Na área criminal, eles foram denunciados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e peculato.

Fantasmas - O promotor acusa Rayfer Prado de incluir fantasmas na folha de pagamento do município para desviar recursos da prefeitura. Em depoimento, ele acusou de ter promovido o desvio a mando do prefeito e da secretária municipal de Administração.

No entanto, o promotor, com base numa conversa gravada entre Vedovato e Prado, descartou qualquer ligação do chefe do Poder Executivo e da secretária.

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