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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

05/10/2014 16:07

Quando o assunto é a segurança da urna, eleitor confia, mas desconfiando

Liana Feitosa e Elverson Cardozo
Para eleitora Idê Pinheiro, urna é como um cofre, mas, apesar disso, não há garantia de 100% de segurança. (Foto: Marcos Ermínio)Para eleitora Idê Pinheiro, urna é como um cofre, mas, apesar disso, não há garantia de 100% de segurança. (Foto: Marcos Ermínio)

Há 18 anos o brasileiro não precisa recorrer ao papel para colocar a cidadania em prática através do voto. A urna eletrônica foi desenvolvida em 1995 e, no ano seguinte, usada pela primeira vez nas eleições municipais. De lá pra cá, conquistou fãs e desconfianças também, como o Campo Grande News constatou pelas ruas.

Para a dona de casa Marilene de Assis, 57 anos, a tecnologia está aí pra facilitar a vida, inclusive no quesito segurança, já que, na opinião dela, a probabilidade de que a contagem de votos sofresse falhas era muito maior antes, se comparada ao recurso usado hoje.

"Eu tenho confiança [na urna], acho que quando tinha que votar no papel, e colocar na urna, poderia perder alguma coisa, algum voto", afirma. Mesmo sabendo que a versão eletrônica também pode sofrer falhas, "os erros não são como antigamente", completa.

Segurança - A também dona de casa, Idê Pinheiro, 49 anos, é didática. "Não tem como mexer [na urna], é como um cofre", explica, e logo completa com certa desconfiança. "Pelo menos é o que dizem, mas certeza mesmo a gente não tem nem da vida, só da vida eterna que Jesus me garante. Ele não mente", dispara.

Dona de casa Marilene de Assis acredita que a tecnologia ajudou no processo eleitoral. (Foto: Marcos Ermínio)Dona de casa Marilene de Assis acredita que a tecnologia ajudou no processo eleitoral. (Foto: Marcos Ermínio)

As opiniões "em cima do muro", no fim das contas, parecem perambular pela mente da maioria dos eleitores. Há confiança na segurança e credibilidade do aparelho, mas também há "uma desconfiançazinha", como diz a bancária Flávia Ferraz, 41 anos. "Eu confio, sim, é melhor que o papelzinho. É mais difícil burlar o sistema", acredita.

Inovação - De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a urna eletrônica é um microcomputador de uso específico para as eleições e é resistente, é leve, tem autonomia de energia e dispõe de recursos de segurança.
Ainda segundo o TSE, em março de 2009 o tribunal recebeu um prêmio na área de tecnologia pela contribuição no desenvolvimento de urnas eletrônicas.

A premiação foi resultado de uma parceria entre a USP (Universidade de São Paulo), a George Washington University e a BSA (Business Software Aliance), entidade que reúne instituições e empresas da área de tecnologia da informação e promove o evento para destacar ideias que sejam inéditas em todo o mundo.




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