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Campo Grande, Sábado, 15 de Dezembro de 2018

16/06/2018 13:52

Reinaldo critica uso de verbas federais do esporte e cultura na segurança

Governador afirma que segurança pública precisa de verbas, mas não às custas de setores que também ajudam a coibir a criminalidade

Humberto Marques e Leonardo Rocha
Governador voltou a defender a blindagem das fronteiras como forma de enfrentar o crime organizado. (Foto: Saul Schramm)Governador voltou a defender a blindagem das fronteiras como forma de enfrentar o crime organizado. (Foto: Saul Schramm)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) criticou neste sábado (16) a criação do Susp (Sistema Único de Segurança Pública), anunciado nesta semana pelo presidente Michel Temer, por direcionar para o setor recursos que deveriam ser carreados para a educação e a cultura. Além disso, ele voltou a defender o fechamento das fronteiras como meio de coibir a atuação de facções criminosas.

Temer sancionou na segunda-feira (11) a lei que cria o Susp, prevendo diretrizes para a atuação conjunto de órgãos federais, estaduais e municipais em ações de segurança pública. O sistema será financiado com recursos de loterias federais –que já abastecem a educação, a cultura e o esporte– e terá um plano de ação apresentado até o fim deste ano.

“Essa ação é uma ilusão, porque está retirando recursos de áreas como esporte e cultura para se investir na segurança. É uma fórmula errada”, pontuou Reinaldo, na chegada à feijoada do grupo #Tamojunto no Clube Estoril.

Segundo o governador, seria mais útil criar uma estrutura própria de financiamento da segurança nos Estados –responsáveis pelas polícias militares e civis–, “mas sem prejudicar as outras áreas, porque o esporte e a cultura também ajudam a coibir a violência”, por meio de ações inclusivas e focadas na infância e juventude.

Crime organizado – O governador também comentou ações recentes atribuídas ao crime organizado no Estado –que incluíram o atentado ao prefeito de Paranhos, Dirceu Bettoni (PSDB), baleado ao chegar à sua residência; operações de combate ao tráfico e o contrabando de cigarros; e operações policiais de enfrentamento a líderes de facções dentro dos presídios. Ele voltou a defender o fechamento das fronteiras como forma de enfraquecer as organizações que atuam à margem da lei.

“A única forma de combater esses crimes seriam blindando as fronteiras do Estado. Ia ajudar muito no combate às facções criminosas”, pontuou Reinaldo. O governador frisou que sua gestão “está fazendo a parte dela”, com investimentos no setor. “Tanto que houve aportes superiores a R$ 100 milhões por meio do MS Mais Seguro”.



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