Riedel assina pacto que reforça compromisso com crescimento sustentável
Entre as medidas previstas, estão ações de capacitação e planejamento sustentável

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Corrêa Riedel (PP), assinou, na manhã desta sexta-feira (29), o “Pacto pela Sustentabilidade e pela Resiliência Climática dos Municípios de Mato Grosso do Sul”. A assinatura aconteceu durante o 1º Seminário “Construindo a Sustentabilidade na Gestão Pública”, organizado pelo TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul).
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O governador Eduardo Riedel assinou nesta sexta-feira (29) o Pacto pela Sustentabilidade e pela Resiliência Climática dos Municípios de Mato Grosso do Sul, durante o 1º Seminário Construindo a Sustentabilidade na Gestão Pública, promovido pelo TCE-MS. O documento reúne o Estado, MPMS, Agems, Assomasul e UCVMS em ações de capacitação, planejamento sustentável e transparência. Riedel destacou a meta de tornar MS o primeiro estado carbono neutro do Brasil até 2030.
A iniciativa estabelece atuação conjunta de diversos órgãos para fortalecer políticas públicas voltadas à sustentabilidade, à gestão de riscos climáticos, à governança e à cultura de prevenção nos municípios sul-mato-grossenses. Entre as medidas previstas, estão ações de capacitação, planejamento sustentável, transparência e incentivo à adoção de critérios de sustentabilidade nas contratações públicas.
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Além do Estado e do Tribunal de Contas, o pacto foi assinado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Agems, Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e UCVMS (União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul).
Durante a abertura do seminário, Riedel afirmou que a iniciativa demonstra alinhamento entre os poderes em torno de um projeto de longo prazo para o Estado. “Esse pacto ratifica o compromisso de todos os poderes políticos com o modelo de Estado que queremos implementar nos próximos anos”, afirmou.
Segundo ele, Mato Grosso do Sul vive um momento importante por conseguir unir crescimento econômico, atração de investimentos e políticas ambientais. Um dos exemplos citados pelo governador foi o da transformação de áreas degradadas. Segundo ele, nos últimos dez anos, foram convertidos cerca de 5 milhões de hectares de pastagens degradadas em atividades de alto potencial de absorção de carbono.
“Só em floresta plantada, saímos de 300 mil hectares para 2 milhões de hectares. Uma floresta plantada é uma usina de captura de carbono e que depois não é liberada de volta à atmosfera. Ela fica retida no processo industrial dentro dessas empresas de transformação em celulose e segue gerando energia limpa”, afirmou.
O progressista ainda ressaltou que o Estado trabalha para se consolidar como o primeiro carbono neutro do Brasil, meta que, além do impacto ambiental, também representa vantagem econômica na atração de investimentos.
“Nós vamos chegar a 2030 como o primeiro estado carbono neutro do Brasil. Isso é um ativo ambiental e econômico, porque está sendo colocado no mercado internacional e vale muito. Queremos compartilhar isso com comunidades indígenas, ribeirinhas, produtores rurais e com a preservação da biodiversidade”, afirmou.
"Estamos dando um passo importante na construção de uma consciência sobre gestão pública e de uma gestão mais preparada para os desafios do presente e, principalmente, para as responsabilidades que teremos diante do futuro", disse.
"A sustentabilidade deixou de ser uma pauta secundária, deixou de ser apenas uma discussão ambiental, sustentabilidade hoje significa o planejamento com responsabilidade fiscal, eficiência administrativa, prevenção, governança e compromisso com as próximas gerações", completou.
Além dos debates técnicos, o seminário trará uma experiência imersiva inédita para provocar reflexão sobre o futuro do planeta. O público poderá participar da “Travessia dos Elementos: um caminho para o futuro sustentável”, um túnel sensorial inspirado nos quatro elementos da natureza: terra, água, vento e fogo. Ao longo do percurso, sons, iluminação e estímulos sensoriais irão representar os desequilíbrios ambientais enfrentados pelo planeta e os impactos das mudanças climáticas.
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