Riedel, Contar e Tereza participam de live com Flávio Bolsonaro
Programa vai reunir participações de diversos políticos e apoiadores do presidenciável

O governador e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), o candidato ao Senado Renan Contar, o Capitão Contar (PL), e a senadora sul-mato-grossense, Tereza Cristina (PP), participaram da "superlive", comandada pelo candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), no canal TV Celular, na manhã desta quarta-feira (23).
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O programa vai reunir participações de diversos políticos e apoiadores de Flávio. A transmissão começou com representantes do Estado de São Paulo, entre eles o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos). O trio sul-mato-grossense foi o segundo a subir ao palco. Investimentos no agronegócio e fortalecimento da segurança pública foram tema central na conversa de aproximadamente 30 minutos.
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Flávio Bolsonaro defendeu que o agronegócio precisa de mais investimento do governo. "Nosso agro tem sofrido muito. Tem um projeto de lei que está tramitando no Congresso Nacional para dar essa previsibilidade, um fundo garantidor, ou seja, o seguro agro, que é muito importante. O governo chega com aporte para dar em garantia para os bancos emprestarem a um juro menor e também proibir que esses recursos sejam contingenciados", afirmou o candidato à Presidência.
A senadora Tereza Cristina apontou que o cenário piorou no atual governo. "No governo do seu pai foi colocado R$ 1 bilhão, o que já era pouco, mas foi mantido. E agora, neste governo, está sempre sendo contingenciado e não passa de R$ 500 milhões por ano", avaliou. A sul-mato-grossense ainda ressaltou a importância da disponibilidade de um seguro para o setor diante das mudanças climáticas. "No agro tem um monte de gente quebrando porque pegou dinheiro caro e não está conseguindo pagar. É a tempestade perfeita", completou.
Para Riedel, o setor segue sem uma perspectiva de crescimento. "É muito ruim o ambiente que está posto no Brasil em relação ao agro, principalmente em função dos juros altos e da falta de crédito. Você entrega a fazenda para o banco e toma o crédito e não vai conseguir pagar 18%, até 20% de juros, criou uma situação muito difícil. Com isso, muitas pessoas ou venderam as suas propriedades ou elas foram tomadas. O mercado está ruim, toda a economia está sentindo. Isso é muito ruim para o Brasil e está fazendo falta a perspectiva de maiores safras, de evolução, de investimento", disse.
No debate sobre segurança pública, Flávio criticou a decisão do governo brasileiro de não reconhecer as facções criminosas como terroristas. "É uma coisa vexatória o Brasil não se integrar para combater essas facções", afirmou.
"Essas pessoas que impõem medo coletivo, colocam barricada para polícia e ambulância não entrar, que cobram taxa para abrir comércio, cobram taxa para o gás, usam drones com bombas, se isso não é um governo paralelo eu não sei o que é. E, a partir de janeiro, eu vou declarar guerra às facções", completou. O filho mais velho do ex-presidente garante que irá aumentar o repasse para o Fundo Nacional de Segurança.
O candidato ao Senado pelo PL defendeu que o Brasil precisa de ajuda externa. "Enquanto não reconhecermos essas facções como terroristas, o Brasil vai ficar de fora dessa discussão, porque os crimes são transnacionais, drogas são produzidas em países vizinhos, passam pelo Brasil e acabam indo para outros países do mundo. A gente vai precisar de ajuda externa para combater e rastrear esse dinheiro", disse. "Também é necessário um intercâmbio de inteligência entre os países vizinhos", completou.
Riedel ressaltou que Mato Grosso do Sul já está em guerra com as facções. "Temos uma predominância com uma facção e outra querendo entrar e as nossas forças de segurança estão fazendo o enfrentamento nessa disputa entre eles, o que causa uma situação nas cidades pequenas e médias de extrema angústia. Só no ano passado foram 600 toneladas de drogas apreendidas em Mato Grosso do Sul", relatou.
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