A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

19/08/2013 14:48

Secretário usa "Lei de Moisés" para explicar contratos e deixa Siufi irado

Zemil Rocha e Leonardo Rocha
Secretário Ballock diz que em tempo de emergência lei é outra (Foto: Cleber Gellio)Secretário Ballock diz que em tempo de emergência "lei é outra" (Foto: Cleber Gellio)

O secretário municipal de Administração, Ricardo Ballock, usou a Lei de Moisés, dos 10 mandamentos, para explicar os contratos emergenciais celebrados nestes primeiros meses da gestão do prefeito Alcides Bernal (PP). Convocado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Calote para explicar os contratos com a Salute Distribuídora de Alimentos e a Jagás, Ballock afirmou que a rigidez dos 10 mandamentos, com o passar do tempo, foi admitindo excepcionalidades.

“Não pode matar, mas em período de guerra se matava. Em períodos de guerra e de emergência as leis são diferentes”, argumentou o secretário, provocando a ira dos vereadores Paulo Siufi (PMDB) e Elizeu Dionízio (PSL), respectivamente, presidente e relator da CPI.

Siufi foi o mais duro com Ballock. “O senhor está achando a gente com cara de palhaço?”, questionou o peemedebista. A seguir, Elizeu Dionísio perguntou se o prefeito Alcides Bernal administra Campo Grande pelas Leis de Moisés.

Ballock negou que estava faltando com respeito aos vereadores. “Na Lei de Moisés tinha 10 mandamentos, mas de lá para cá toda lei tem sua ressalva”, insistiu na explicação.

Contratação da Salute – Os vereadores da CPI do Calote questionaram o secretario Ricardo Ballock sobre o motivo da contratação da Salute que não tinha qualificação técnica nem pessoas capacitadas para executar a função e certidão de licença da vigilância sanitária. “Quando o contrato é emergencial esses quesitos não são avaliados. Apenas a documentação jurídica e fiscal que é avaliada”, respondeu o secretário.

Indagaram, então, porque os preços da Salute foram bem maiores que a empresa que a antecedeu, ao que Ballock justificou como uma decorrência da diferença de modalidades de compra. “Quando se faz um contrato emergencial antes é realizada uma pesquisa de mercado e a quantidade de alimentos a ser oferecida é menor. No pregão eletrônico, há uma disputa de preço entre as empresas e a quantidade é maior. Então os preços tendem a ser menores”, alegou.

O Ballock revelou que para fazer a contratação emergencial a prefeitura convidou dez empresas e sete se interessaram. “A previsão era de gastos era de R$ 7,1 milhões, no entanto foi fechado com a Salute por R$ 4,3 milhões”, disse. “Quando se trata de emergência, se diminui o rigor e o que vale é o menor preço”, reafirmou.

Quanto ao fato de a Salute ter apenas uma sala quase sempre fechada e recorrer á terceirização para o serviço de distribuição dos alimentos para os Centros de Educação Infantil (Ceinfs), o secretário Ricardo Ballock não viu nenhum tipo de problema. “Não é irregular a Salute terceirizar os serviços”, disse.

Explicou que o contrato emergencial com a Salute foi feito porque o Pregão da prefeitura, que está sendo realizado com a participação de 22 empresas, ainda passa pela segunda fase. “A primeira fase foi dos lances, nesta segunda fase eles vão olhar 52 amostras de alimentos. Ainda estamos na sexta amostra. Como o Pregão vai demorar demais para acabar, nós precisamos fazer um contrato de emergência para não faltar alimentos no Ceinfs”, justificou.

O relator da CPI do Calote, Elizeu Dionízio, indagou porque a Salute está participando do Pregão mesmo não tendo cumprido as exigências necessárias à sua habilitação. O secretário Ballock esclareceu que “nesta fase de pregão a prefeitura não pode desqualificar as empresas”.

Para Elizeu Dionízio, porém, a prefeitura não pode alegar falta de conhecimento e justificativa técnica para fazer contratos emergenciais, que acabam custando mais caro do que os pregões eletrônicos. “Essa pratica é comum na administração do Bernal e assusta”, criticou o relator.

Ballock contrapôs fazendo comparação com a gestão anterior, de Nelsinho Trad (PMDB). “Na antiga administração do Nelsinho não havia licitação, os contratos eram prorrogados na sequência. Foi por isso que a prefeitura abriu um processo administrativo para saber se havia irregularidades nestes contratos”, informou. “No emergencial a questão não formal, precisa ser rápido e imediato”, acrescentou.

Fornecimento de gás – O contrato da prefeitura com a empresa Jagás também foi questionado pelos vereadores durante a oitiva do secretário de Administração. O relator Elizeu Dionízio indagou o motivo de o pregão ter sido suspenso, quando a vencedora, a Micmar, apresentou preço bem menor, R$ 31,00.

Segundo Ballock, os fornecedores de gás questionaram o preço apresentado pela Micmar R$ 31,00 e
a prefeitura teria cancelado porque esse preço não existe no mercado. “E aí contratou de forma emergencial a Jagás, até que fosse feito outro Pregão”, explicou.

Ballock também corrigiu informação repassada à CPI do Calote pelo secretário de Educação, José Chadid, de que o pregão de fornecimento de gás tinha sido suspenso. “Ele está em vigor”, declarou.



NÃO ERA OS VEREADORES QUE FALARAM QUE ESTAVAM FALTANDO ALIMENTOS NOS SEINFES, POIS O PREFEITO TINHA QUE FAZER UM CONTRATO EMERGENCIAL;OU SERÁ QUE O VER. ELIZEU QUERIA QUE AS CRIANÇAS FOSSEM ALIMENTADAS PELOS CORVOS COMO ELIAS EM1 REIS 17:19 ,TENHO VERGONHA DE SABER QUE UM HOMEM DESSE É EVANGÉLICO......INDIGNADO,POIS NÃO VOU PERDER MEU VOTO PARA FAZER A VONTADE DE MEIA DÚZIA QUE SE DIZ DONO DO MS.
 
LUIS JOSE em 20/08/2013 09:00:59
As leis de Moisés estão abaixo das Leis que regem a nossa Nação.
 
Fernando Andrade em 19/08/2013 23:50:38
Rapaz, que lambança: até quando vai durar essa desculpa da emergência para se contratar superfaturado?
 
Athayde Fontoura em 19/08/2013 20:03:55
Se a administração atual suspeitava da anterior, por superfaturamento, a emenda ficou pior que o soneto, porque nos contratos emergenciais atuais os preços estão super-hiperfaturados. Se na pesquisa de mercado realizada pela administração atual foi verificado que os preços estavam muito acima dos contratos em andamento, ela estava autorizada a prorrogar os antigos contratos em caráter emergencial e excepcional, pelo tempo necessário à realização do novo Certame, em face de os preços dos antigos contratos estarem mais vantajosos para a administração que, quase sempre, leva em conta o critério do menor preço.
Ao que parece, tudo que essa administração atual toca vira "caca"!
 
Marcelo Athayde em 19/08/2013 20:00:18
Lamentavelmente a falta de vergonha é o grande produto em falta e não se compra com licitação. Defender o CRIME: vale tudo...Defender a INCOMPETÊNCIA: vale tudo... Defender a FALTA DE ÉTICA: vale tudo...Quem é atacado pergunta porque o "OUTRO PODIA" e ESSE NÃO PODE...Até Professor de Português, pelo menos se intitula, acha mais importante O ROTULO DO QUE O CONTEÚDO...prefiro errar na escrita do que na MORALIDADE E HONESTIDADE...BERNAL, vc tinha 270.000 votos, vc já perdeu quase todos, inclusive o meu...NA SAÚDE FALTA RECEITUÁRIO, ABAIXADOR DE LÍNGUA, VAGAS, COLCHÕES, MEDICAMENTOS...falta até Secretario, o que ai esta não é do "oficio" !!! FALTA VEREADOR PRA FAZER ACONTECER!!!
 
Luiz Carlos Ambrozio em 19/08/2013 19:22:53
Continuo fazendo a pergunta ......Que moral tem o Siuf e o Eliseu para falar mal do nosso prefeito Bernal ????????
 
zenobio veiga da silva em 19/08/2013 19:07:25
Na lei de Moises ladrões tinham as mãos cortadas.
 
Maria Madalena Alves em 19/08/2013 16:43:01
Quem escreveu na tábua, os 10 mandamentos foi DEUS, e assim deu a Moisés. Portanto, as leis são de Deus; e é claro a todas as pessoas.
 
Sérgio Moreira Martins em 19/08/2013 16:27:56
Tem que apurar tanto o contrato com a Salute, quantos os crimes cometidos pela família Siufi. Há tanta preocupação, CPI para apurar os crimes do Bernal, por quê não tem o mesmo rigor com a CPI da saúde?
 
Janaína Santos em 19/08/2013 16:12:05
Para a chrisley r p da c ribeiro: Sou professor de português, e vejo que você está precisando da minha ajuda. Posso fazer um preço muito camarada. Me mande um email. Obrigado.
 
Pasquale Cipro Neto em 19/08/2013 15:57:55
Porque o representante da família que sugava os doentes de cancer está tão bravo?
 
Elviria Santos Ferreira em 19/08/2013 15:14:43
Só em Campo Grande mesmo. Sem mais.
 
Adriel Mattos em 19/08/2013 15:04:41
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, meu deus do céu, muito obrigado Campo Grande, 270 mil votos para um cara que se resguarda disso como fundamento jurídico
 
Tony Harper em 19/08/2013 15:03:04
Esse Ballock ta bem desenformado mesmo, pois os 10 mandamentos faz parte da lei de Deus e nao de moises, segundo nao tem vergonha de usar a palavra de Deus para esse tipo de coisa, deve tomar cuidado pois o inimigo de Deus e que destorce a biblia, fiquem esperto vereadores.
 
chrisley r p da c ribeiro em 19/08/2013 14:58:51
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions