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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

20/06/2011 19:33

Secretários evitam criticar demissões impostas por Nelsinho

Paulo Fernandes e Angela Kempfer

Chamados pelo prefeito Nelsinho Trad de "desleixados, acomodados e descompromissados", os secretários municipais não quiseram fazer críticas públicas ao chefe do Executivo, mesmo depois de assinarem uma carta de demissão.

Alguns secretários se negaram a falar sobre o assunto, outros responderam que a demissão é um direito do prefeito e até elogiaram a atitude de Nelsinho, de cobrar publicamente melhoria do serviço público.

"O cargo é do prefeito, ele é o chefe", resumiu o titular da pasta de Obras, João Antônio De Marco.

Ele afirma que o prefeito generalizou nas declarações à imprensa, mas queria atingir apenas um secretário. "A generalização tem que ser feita. Mesmo que o recado tenha sido para um só", disse.

Já o Secretário de Governo e Relações Institucionais, Rodrigo de Paula Aquino, repetiu por três vezes que não sentiu nenhum constrangimento em ter de assinar a carta. “Todos assinaram”, ressaltou.

“Esse cargo é de nomeação do prefeito, Não senti qualquer constrangimento nisso. O objetivo é a melhora generalizada dos serviços”, afirmou.

Aquino disse ainda estar bastante tranquilo. “Acho que foi atitude oportuna (a declaração de Nelsinho). É uma medida bastante forte e eu tenho a convicção de que temos condições de melhorar, e muito”, disse.

Paulo Sérgio Nahas, secretário municipal de Controle Urbanístico, garante que recebeu as críticas “de uma forma natural”. Ele afirmou que Nelsinho sabe quem está “rendendo” e quem não está. “Eu particularmente estou fazendo o meu possível e o impossível”, afirmou.

Nahas afirmou que às vezes algum secretário se acomoda por ser fim de mandato e precisa de uma conversa. “É uma forma de dar uma melhorada. Qual é o primeiro encaminhamento? É reconhecer que tem alguma coisa errada. É isso que o Nelsinho fez”, disse.

“O cargo é do prefeito. Na sexta-feira, todos os secretários assinaram carta de demissão para o prefeito ficar mais tranquilo e acertar o secretariado da forma que ele quiser. Foi uma iniciativa nossa, para deixar ele mais à vontade. Agora, o nosso destino está nas mãos dele”, conta.

O Secretário de Saúde, Leandro Mazina, não quis comentar as declarações de Nelsinho, mas afirmou que continua trabalhando normalmente. “Como o cargo é de confiança, não posso falar do meu chefe”, explicou.

Maria Cecília Amendola da Motta, da pasta de Educação, atendeu a ligação do Campo Grande News, mas aos ser informada que o telefonema era de uma jornalista, desligou e não atendeu mais.

O Secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Marcos Antonio Moura Cristaldo, não atendeu as ligações.

Entre os diretores de autarquias houve quem falasse sobre o assunto. O diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rudel Trindade, chegou até a elogiar a postura do prefeito.

“Trabalhei em muitos cargos públicos e sei que o cargo sempre está à disposição do prefeito. Ele pode requisitar por motivo técnico ou político. A proposta do prefeito vem em um bom momento, falta um ano e meio só para acabar o mandato. Ele quer um gás a mais, um esforço redobrado para entregar a Prefeitura bem”, disse.

Rudel declarou até achar “natural” que no fim do mandato ocorram acomodações e que o prefeito critique os secretários. “Faço paralelo com uma professora, na escola, que ao final do ano pede para os alunos estudarem mais. Para mim, é salutar. Não me senti ofendido, apesar o prefeito ter generalizado, porque não me senti atingido”, afirmou.

O diretor-presidente da Emha (Empresa Municipal de Habitação), Paulo Matos, disse apoiar a atitude do prefeito de obrigar secretários e presidentes de autarquia a assinar o documento de demissão. “O cargo é dele. Eu, como companheiro, tenho que apoiar a atitude dele. É uma satisfação para mim fazer parte da administração”, afirmou.

Sobre as críticas feitas ao secretariado, Paulo Matos afirmou apenas não ter ouvido e que por isso não irá comentar.



dou total apoio ao nosso prefeito, se fosse comigo ja tinha virado essa mesa ha tempos.
 
luiz fernandes em 21/06/2011 08:58:59
Devemos lembrar que os cargos são de confiança.....e se o Prefeitinho considera a grande maioria nomeada por ele mesmo, "descompromissada"......TODOS deveriam pedir demissão imediatamente !!!!!!!!!!!!!!!

No lugar o Sr. prefeito deveria colocar o resto da família dele para compor seu secretariado de confiança !!

Prefeito cuidado !! Há candidatos bons nas próximas eleições !!!
 
Sergio Correa em 21/06/2011 08:40:58
Paulo Sérgio Nahas é Secretário Munic. de Planejamento, Finanças e Controle !!!
 
Ederson Almeida em 21/06/2011 08:38:08
Fiquei muito feliz com a postura do nosso prefeito, e triste por ele ter que chegar a este ponto, com pessoas que mereceram a sua confiança. Desejo de coração que ele não necessite cumprir sua promessa de demitilos, e que os senhores secretarios correspondam ao apelo de algem que ocupa um cargo e tem a confiança de uma cidade que o elegeu. Fico feliz por ter dado o meu voto a o dr. NELSON TRAD FILHO. Que DEUS lhe de forças.
 
maria lucia elias barbosa em 21/06/2011 08:36:49
Realmente os tempos são outros., Meu pai foi 4 vezes secretario municipal, c/ 3 prefeitos diferentes, nas 2 gestões de Levy Dias, 1 no Marcelo Miranda e outra no segundo mandato de Juvencio, foi tbm 3 vezes secretario de estado c/ 3 Governadores diferentes, 1 no primeiro gov de Pedro Pedrossian, outra no Gov Marcelo e por ultimo no segundo mandato de Wilson B. Martins. É humanamente impossivel pensar que meu pai pela autoridade, austeridade, honestidade e lealdade que sempre exerceu na vida pessoal e profissional aceitaria uma situação dessa. Para não dizer outras coisas e esticar a conversa, são no minimo outros tempos. Que Deus Continue ajudando Campo Grande.
 
victor eugenio filho em 21/06/2011 05:45:58
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