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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

25/05/2016 10:10

STF homologa a delação de Sérgio Machado, que gravou Renan e Jucá

O ex-presidente da Transpetro buscou acordo para evitar prisão

Mayara Bueno

O relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federa), Teori Zavascki, homologou o acordo de delação premiada do ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Com a decisão, as declarações gravadas por Machado envolvendo lideranças do PMDB passam a ter valor jurídico, ou seja, podendo subsidiar novos inquéritos.

Na segunda-feira (23), um diálogo mantido entre o ex-presidente e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi divulgado.

Nas conversas, Jucá, que é ex-ministro do governo Michel Temer (PMDB), sugere um pacto para barrar a Lava Jato, isto afirmando que a melhor saída para ‘estancar a sangria’ da operação seria o afastamento de Dilma Rousseff (PT).

Segundo informações do Portal Uol, ao menos três peemedebistas tiveram conversas gravadas pelo ex-senador: o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney. Os áudios de Renan e Jucá já foram publicados pela Folha de S.Paulo.

Machado foi delatado por um executivo de empreiteira, que contou ao MPF (Ministério Público Federal) que o peemedebista usava uma conta para receber propina. Para evitar a prisão, o ex-presidente fechou o acordo de colaboração premiada e gravou os colegas do partido.

Sérgio Machado é investigado no Supremo por suspeita de ter envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobras. Em dezembro, sua casa foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal e do Ministério Público Federal em um dos desdobramentos da Lava Jato.

Considerado padrinho de Machado na Transpetro, Renan defendeu mudança na lei para evitar que presos possam colaborar com as investigações em troca de benefícios da delação premiada. Ainda na conversa, divulgada nesta quarta pela Folha, o senador diz que “todos os políticos estão com medo da Lava Jato” e demonstra preocupação com os depoimentos do ex-senador cassado Delcídio do Amaral (MS). Disse que Delcídio seria o mais perigoso do mundo e que o acordo seria para ele gravar demais políticos.



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