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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

12/05/2016 09:34

Temer terá dificuldades diante de crises econômica e de confiança, diz senador

Leonardo Rocha
Moka alerta que novo governo terá dias difíceis pela frente, em função da crise no País (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)Moka alerta que novo governo terá dias difíceis pela frente, em função da crise no País (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) acredita que o novo governo, com Michel Temer (PMDB) à frente da Presidência da República, encontrará muita dificuldade pela frente, já que existe uma crise econômica e de confiança no País. Também lembrou que ele precisa de apoio no Congresso Nacional para aprovar projetos e medidas importantes.

Moka elogiou a possível redução de ministérios para apenas 22 ou 23, mas ponderou que Michel Temer vai precisar de apoio político e sustentação, pois precisa de aval para medidas essenciais a economia do País. "Tem assuntos difíceis como ajuste fiscal, que se precisa de um apoio para aprovação".

O senador disse que o caminho é atrair investimentos, diminuir custos e tentar gerar emprego e renda. "Dias difíceis pela frente, são mais de 11 milhões de desempregados, o País precisa de mudanças, vou ajudar no que for necessário, não apenas pelo partido, mas pelo bem do Brasil, mas sabemos que haverá muita dificuldade".

Expectativa - Moka disse que a votação que aprovou o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), foi acima da expectativa, com 55 votos a favor e 22 contra. "O ideal era que não passássemos por tudo isto e nem tivesse crise econômica, mas infelizmente a Dilma (Rousseff) se perdeu, seu governo não tinha mais confiança e credibilidade", disse ele.

O senador destacou que esta "crise de confiança" ocorreu tanto com a sociedade civil, como na classe política. "Ela não teve votos suficientes para segurar o pedido de impeachment na Câmara (Federal)".

Ele citou que a votação de hoje (12) mostrou que já há votos suficientes para o afastamento em definitivo da presidente. "Ainda não votaram o presidente (Renan Calheiros) e o Eduardo Braga, que estava de licença, o que sinaliza como será o julgamento final".

Votação - Os senadores aprovaram por 55 a favor e 22 votos, a continuidade do processo de impeachment no Senado Federal, o que resultou no afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) por um prazo de 180 dias.

A sessão começou na manhã de quarta-feira (11) e foi terminar hoje (12), por volta das 5h36 da manhã, depois de 21 horas de discussão. Os dois senadores de Mato Grosso do Sul, Waldemir Moka (PMDB) e Simone Tebet (PMDB) votaram a favor do processo.

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