Tereza Cristina reconhece vitória de Lula e defende união da direita
Nota foi publicada após o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgar carta questionando resultado das urnas

A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) reconheceu o resultado das urnas que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (25) para o seu quarto mandato. Em nota publicada no final do dia desta quarta-feira (28), a líder do PP no Senado e ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento também pediu a união da direita.
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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reconheceu o resultado das urnas que reelegeu o presidente Lula (PT) no domingo (25) e pediu a união da direita. Em nota, afirmou que a eleição acabou e que o momento exige serenidade. A manifestação ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado, chamar o pleito de fraude em carta divulgada em Miami. Lula obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, e o TSE confirmou o resultado.
O pronunciamento aconteceu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência derrotado, divulgar uma carta na qual chamou o resultado das urnas de “fraude eleitoral”.
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O documento surgiu horas após o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcar em Miami, na Flórida. O candidato derrotado deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina, apesar de uma determinação judicial que o proibia de sair do país.
Para a senadora, o momento exige "serenidade" e respeito ao resultado das urnas. "A eleição acabou, e agora é hora de olhar para a frente e cuidar do Brasil que queremos construir”, disse.
Tereza ainda defende a organização da direita. “Seguiremos trabalhando e fiscalizando as ações do governo. É hora de a direita unir esforços, defender os interesses de milhões de brasileiros e manter o compromisso com o futuro do nosso país”, completou.
Na carta, Flávio chegou a se intitular “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Depois, recuou para se colocar como “o líder do Brasil”. O documento foi editado 3 vezes. A primeira versão tratava do brasão publicado, com a grafia de Brazil (com z), referindo-se aos “Estados Unidos do Brasil”, nome vigente de 1889 até 1968.
O presidente Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio recebeu 48,21%. A diferença superou 4,4 milhões de votos.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reconheceu o resultado da eleição. O próprio PL, partido de Flávio, também admitiu publicamente a vitória de Lula, assim como o deputado Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa derrotada.
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