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Política

MPE agrega promotores da força-tarefa da Lama Asfáltica ao Gaeco

Por Mayara Bueno | 12/01/2016 08:43

O MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) oficializou a entrada de dois promotores que atuam na força-tarefa, que apura fatos da Lama Asfáltica, no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Eles vão auxiliar nos trabalhos da Coffee Break e demais procedimentos do grupo, segundo informou o MP. O relatório sobre a apuração, que investiga suposto esquema na cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), foi entregue ao procurador-geral de Justiça, Humberto Brittes.

De acordo com a portaria, publicada no Diário Oficial do Ministério Público, desta terça-feira (12), os promotores Thalys Franklyn de Souza e Tiago Di Giulio Freire serão agregados para “atuarem junto ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado – Gaeco, a partir de 7 de janeiro de 2016”.

Em 28 de dezembro de 2015, o procurador de Justiça em exercício, Paulo Cezar dos Passos, durante coletiva para explicar a saída do coordenador do Gaeco, Marcos Alex Vera, já havia dito que os dois promotores que atuam na força-tarefa da Lama Asfáltica seriam agregados ao Grupo. Ainda segundo a portaria, a ida dos dois promotores para o Gaeco não prejudica as atividades realizadas por eles na força-tarefa.

Operações – A primeira operação, deflagrada em 9 de julho, foi a Lama Asfáltica, que investiga suposto esquema de desvio de dinheiro em obras públicas do governo de André Puccinelli (PMDB). Anunciando prejuízo inicial de R$ 11 milhões aos cofres públicos, equipes da PF (Polícia Federal) cumpriram mandados de busca e apreensão em empresas, residências de luxo e na Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura). A força-tarefa do MPE, por sua vez, investiga contratos, mas com os que contaram com verba estadual.

Já a Coffee Break foi deflagrada em 25 de agosto quando a Justiça determinou o afastamento do então prefeito Gilmar Olarte (PP) do cargo de prefeito e de Mario Cesar Oliveira da Fonseca (PMDB) da presidência da Câmara. Na ocasião, 13 pessoas foram conduzidas coercitivamente a sede do Gaeco para prestar depoimentos. Neste caso, é investigado se houve esquema de compra de votos na cassação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).

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