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Direto das Ruas

Morador denuncia manilhas encostadas no bairro Guanandi há mais de quatro meses

Por Paula Maciulevicius | 22/04/2011 15:20

"Solução" para contenção de água da chuva está parada na Avenida

A calçada da Avenida Manoel da Costa Lima está coberta de manilhas. (Foto: Simão Nogueira)
A calçada da Avenida Manoel da Costa Lima está coberta de manilhas. (Foto: Simão Nogueira)

O problema por conta das chuvas no bairro Guanandi em Campo Grande não é de hoje. Os moradores sofrem com inundações a cada chuva forte e dessa vez a população denuncia: poder público não está tomando as providências necessárias para contenção da água, durante “trégua” das chuvas.

O caso pode ser visto de longe, a calçada da Avenida Manoel da Costa Lima está coberta de manilhas, ao todo, 46 contornam a região. Além de ver a solução do problema parada há pelo menos quatro meses, os moradores ainda precisam andar pela Avenida, se quiserem transitar pelo trecho.

No canteiro da avenida, uma erosão que vem a cada dia ganhando mais extensão. Sem estar sinalizado, moradores se preocupam com crianças e até adultos que passam por ali. Bem próximo ao buraco está instalado tubo de gás.

“E se explode tudo aí? A água vem com tudo e está desbarrancando”, conta o padeiro Samuel Dias Filho, 47 anos.

A vizinhança relata que as manilhas não estão dando conta e precisam ser trocadas. A questão é que o período crítico de chuvas passou, e os tubos de concreto estão ali aguardando para serem colocados.

“A gente está pagando o pato aqui! A prefeitura fala de tudo quanto é bairro, mas não fala do Guanandi”, ressalta Samuel.

A solução segundo os moradores é de interditar parte da via, “cavar”, colocar as manilhas até completar todo o trecho.

“Só depende da boa vontade do poder público. Para tudo dá se um jeito e nós aqui estamos sofrendo demais”, completa.

São 46 manilhas paradas há pelo menos 4 meses.  (Foto: Simão Nogueira)
São 46 manilhas paradas há pelo menos 4 meses. (Foto: Simão Nogueira)

Para os moradores, o problema é o desnível entre o córrego e a região. Um vizinho que diz ter nascido e sido criado no bairro afirma que desde que se conhece por gente, a questão não é completamente resolvida.

“Conserta isso, daqui a pouco é água de novo, mas nunca resolve. Esses dias quiseram colocar manilhas aqui na calçada do meu comércio, mas eu disse que não. Já não tem lugar para o pessoal andar, vou deixar sem estacionamento, e os meus clientes, como é que ficam?”, questiona.

A força da água já fez até um esgoto estourar na Rua Corá.

“A gente tem que reclamar mesmo, já fiz solicitação na Câmara de Vereadores, não pode ficar desse jeito”, finaliza Samuel.

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