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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

15/03/2011 11:29

Governo pede estudo, antes de inserir Pantanal em estado de emergência

Angela Kempfer e Ítalo Milhomem
Reunião ocorreu na manhã de hoje, na governadoria.Reunião ocorreu na manhã de hoje, na governadoria.

Em reunião na manhã de hoje entre governador André Puccinelli e representantes de pecuaristas da região pantaneira ficou decidido que um estudo será feito para verificar a necessidade de inserir municípios do Pantanal no decreto de emergência por prejuízos causados pelas chuvas.

A reunião teve também as presenças dos deputados estaduais Antonio Carlos Arroyo, Rinaldo Modesto e Márcio Monteiro. Cerca de 1,8 mil pecuaristas pantaneiros e produtores de Aquidauna, Miranda, Coxim, Rio Verde, Rio Negro, Bodoquena e Porto Murtinho engrossam a reivindicação.

Técnicos da Defesa Civil e da Secretaria de Produção foram incumbidos de fazer o levantamento dos danos e riscos econômicos para a região por conta da chuva.

Além das dificuldades já enfrentadas hoje, com propriedades inundadas e comprometimento no transporte do gado para regiões mais altas e frigoríficos, previsão da Embrapa é de maior cheia dos últimos 16 anos em abril.

O presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Rafael Kassar, lembra que o rio Paraguai pode superar os 6 metros. “Hoje, fazendas inteiras já estão alagadas. Gado não é como soja. Soja se planta no ano seguinte, o gado pode morrer e não há como recuperar”.

Segundo ele, em muitas propriedades os bois já estão com “água nas costelas”. Como o ciclo da pecuária é de quatro anos, para “colocar o bife na mesa”, os reflexos podem durar muito tempo caso não tenha a intervenção com apoio aos pecuaristas.

Ao serem inseridos no decreto de emergência, os produtores ganham poder, por exemplo, para refinanciar dívidas junto aos bancos.

Propriedades estão inundadas no Pantanal. (Diario Corumbaense).Propriedades estão inundadas no Pantanal. (Diario Corumbaense).

Cheia recorde - De acordo com o Modelad (Modelo de Previsão de Cheia em Ladário), se no dia 31 de março a régua de Ladário indicar altura do rio entre 4 e 5 metros, o pico da cheia poderá variar entre 5 e 6,4 metros, no mês de abril.

A última vez que o rio passou dos 6 metros de altura foi em 1995, quando chegou a 6,5 metros.

A Embrapa vai divulgar uma previsão de cheia mais precisa no dia 31 de março, mas antecipou o dado diante da preocupação manifestada pelos criadores de gado em Corumbá, que estão vendo o rio subir dia a dia e já reclamam de dificuldades de levar os animais para áreas não alagáveis



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