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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

18/07/2016 16:09

Associação prevê crise histórica no setor de carne bovina

Ricardo Campos Jr.
Frigorífico que fechou as portas no começo de julho, demitindo 288 funcionários (Foto: JP News)Frigorífico que fechou as portas no começo de julho, demitindo 288 funcionários (Foto: JP News)

A Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) prevê uma crise histórica no setor motivada pela queda no consumo de carne bovina, diminuição das exportações e os baixos preços pagos pelo produto no exterior com a queda do dólar. Conforme a entidade, esses três fatores não costumam influenciar o mercado ao mesmo tempo como vem ocorrendo em 2016, o que torna o cenário preocupante.

Em Mato Grosso do Sul, a situação não tem sido favorável. O fechamento de frigoríficos contribuiu para o aumento na quantidade de ações trabalhistas, segundo divulgou o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) na semana passada.

No começo do mês, por exemplo, o Total S.A em Paranaíba, a 422 quilômetros de Campo Grande, demitiu 288 funcionários, que já estavam sem receber desde abril. O valor total das indenizações foi de R$ 460 mil, segundo a Justiça do Trabalho.

Conforme a Abrafrigo, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima que o consumo de carne está em 32 quilos por habitante no país durante o ano, quando chegou a ficar perto dos 40 quilos por ano em outros períodos.

Assim, o Brasil não consegue escoar o que não é consumido internamente, já que países como Venezuela e Rússia, dois importantes clientes, reduziram as importações do produto, que tem se desvalorizado com o preço do dólar.

Luz no fim do túnel – Conforme o presidente da Assocarnes (Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carne do estado), João Alberto Dias, o setor tem sofrido com crise, mas a situação deve melhorar no último trimestre do ano.

“Essa nota da Abrafrigo serve de alerta aos governantes para que melhorem o desempenho da cadeia da carne em um todo. Precisamos de políticas mais eficientes para o agronegócio”, afirma o gestor.

Para ele, isso não quer dizer que Mato Grosso do Sul esteja alheio à crise no setor. “O consumo no estado é pequeno. Nossa carne é vendida para todo o Brasil. Aqui se consome 15% de tudo que abatemos, o restante é vendido pra fora. Temos que melhorar a estrutura da cadeia em um todo, temos que rever os custos de logística e de impostos”, afirma Dias.



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