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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

03/08/2009 10:32

Produtores rurais estão 'no escuro' sobre vistorias

Redação

A dois dias da data marcada para início das vistorias que podem demarcar novas áreas indígenas em 26 municípios de Mato Grosso do Sul, os produtores rurais da região sul do Estado continuam "no escuro" sobre os estudos antropológicos de identificação dos territórios.

Sindicatos rurais de Dourados e Ponta Porã não receberam até agora qualquer notificação sobre os levantamentos. Entre os produtores rurais, o clima é de incerteza. Na Funai (Fundação Nacional do Índio), o silêncio impera.

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) também não recebeu comunicado oficial sobre o início das vistorias e aguarda uma reunião com os dez representantes indicados pelo governo do Estado para fazer parte dos grupos técnicos nomeados pela Funai.

Dácio Queiroz, membro da diretoria da federação, disse que os produtores rurais do Estado não vão aceitar que os estudos sejam feitos sem a presença dos técnicos indicados pelo governo, embora a Funai ainda não tenha oficializado os nomes, apresentados em oficio ao Ministério da Justiça pelo governador André Puccinelli (PMDB), no dia 21 de julho. "A presença dos representantes do governo e dos produtores é importante para coibir vícios e tendências, que tornariam nulos esses estudos", afirmou Queiroz.

A reunião entre a Famasul e os técnicos do governo deve acontecer amanhã,na Seprotur (Secretaria do Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo).

"Ponta Porã nunca teve aldeia indígena. Os títulos de posse são seculares e as terras altamente produtivas. O governo fala em indenizações pela terra, mas até agora não fez nada para concretizar essa medida", afirma Roney Fuchs, presidente do Sindicato Rural de Ponta Porã, um dos municípios incluídos nas portarias da Funai.

Roney Fuchs disse que os produtores de Ponta Porã não concordam com as demarcações, nem mesmo em caso de indenização também pela terra. "São áreas com 30 anos de cultivo. Se demarcar e mandar o produtor para outra área, para começar do zero será um atestado de falência. O governo vai tirar o chão desse proprietário rural", afirmou o líder ruralista ao Campo Grande News.

Dourados

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