Monitoramento identifica vetores de Chagas e leishmaniose em cidades de MS
Levantamento da saúde mostra presença dos insetos em ações de vigilância

Boletim divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta segunda-feira (26) aponta a presença de triatomíneos e flebotomíneos, insetos que podem transmitir doenças como Chagas e leishmaniose, em municípios de Mato Grosso do Sul ao longo de 2025.
RESUMO
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O monitoramento de insetos transmissores de doenças em Mato Grosso do Sul identificou 262 triatomíneos (barbeiros) em 21 municípios durante 2023. Apenas dois exemplares, encontrados em Anastácio, apresentaram resultado positivo para o parasita da doença de Chagas. Campo Grande, Aquidauana e Jaraguari registraram o maior número de insetos. A Secretaria de Estado de Saúde também detectou a presença de flebotomíneos (mosquito-palha), transmissores da leishmaniose, em sete municípios. Ponta Porã e Nioaque apresentaram maior concentração da espécie Lutzomyia longipalpis, principal vetor da forma visceral da doença.
O documento reúne dados da vigilância entomológica realizada em todo o Estado. Segundo o levantamento, 262 triatomíneos, conhecidos popularmente como barbeiros, foram coletados em 21 municípios sul-mato-grossenses no ano passado. Do total, apenas dois apresentaram resultado positivo para Trypanosoma, parasita associado à doença de Chagas, ambos registrados em Anastácio.
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Entre as cidades com maior número de insetos coletados estão Campo Grande, Aquidauana e Jaraguari, cada uma com 49 registros. A espécie mais encontrada foi a Triatoma sordida, considerada comum em áreas rurais e periurbanas.
Apesar da identificação dos insetos, a SES reforça que a simples presença do barbeiro não significa transmissão da doença, já que a maioria dos exemplares analisados não estava infectada. A vigilância tem como objetivo detectar precocemente mudanças no padrão de risco e orientar ações preventivas.
O boletim também aponta a circulação de flebotomíneos, conhecidos como mosquito-palha, em sete municípios de MS. Esses insetos são transmissores da leishmaniose, doença que pode atingir a pele ou órgãos internos.
A maior concentração foi registrada em Ponta Porã e Nioaque, municípios que tiveram o maior número de exemplares da espécie Lutzomyia longipalpis, principal vetor da forma visceral da doença. Também houve registros em Bataguassu, Brasilândia, Paranaíba e Fátima do Sul.
De acordo com a SES, o monitoramento contínuo permite identificar áreas com maior vulnerabilidade e orientar ações como controle ambiental, uso de inseticidas e atividades educativas junto à população.
A vigilância entomológica em Mato Grosso do Sul é coordenada pela Coordenadoria Estadual de Controle de Vetores, com apoio de laboratórios regionais em Campo Grande, Dourados, Jardim e Três Lagoas, que atendem os 79 municípios do Estado.
O boletim reforça que medidas simples, como manter quintais limpos, evitar acúmulo de madeira e entulho e comunicar a presença de insetos suspeitos às secretarias municipais de saúde, são fundamentais para reduzir riscos.
Por fim, a SES destaca que o acompanhamento dos vetores é permanente e serve como base para prevenir surtos, orientar políticas públicas e proteger a população.
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