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Saúde e Bem-Estar

Novidade, 170 mil camisinhas com textura e mais sensibilidade são distribuídas

Elas já podem ser retiradas gratuitamente em postos de saúde e comércios de regiões movimentadas pelo Carnaval

Por Cassia Modena | 11/02/2026 12:49
Novidade, 170 mil camisinhas com textura e mais sensibilidade são distribuídas
Novos preservativos "sensi" e "tex" que a Sesau está distribuindo gratuitamente (Foto: Osmar Veiga)

A curtição fica melhor quando a saúde está protegida. Neste Carnaval, não faltam bloquinhos para ir em Campo Grande e opções gratuitas para prevenir IST (Infecção Sexualmente Transmissível), inclusive com algumas novidades este ano.

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A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande está distribuindo 170 mil preservativos com texturas especiais durante o Carnaval. Os novos modelos "sensi" e "tex" oferecem mais sensibilidade e sensações diferentes durante as relações sexuais, estando disponíveis gratuitamente em unidades de saúde e pontos estratégicos da cidade. Segundo o infectologista Roberto Braz, a sífilis é a infecção sexualmente transmissível que mais preocupa as autoridades de saúde. O HIV continua sendo monitorado, embora tenha registrado redução nos casos. A secretaria também disponibiliza PrEP e PEP como medidas preventivas adicionais.

Dois aliados novos são os preservativos "sensi" e "tex", que começaram a ser distribuídos recentemente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) recebeu o primeiro lote no final do ano passado e pretende distribuir 170 mil unidades na Capital até dia 28 de fevereiro.

O primeiro oferece mais sensibilidade durante a relação sexual e o segundo promete sensações diferentes por meio do contato com uma textura no látex. Eles podem ser retirados em qualquer unidade de saúde de Campo Grande e também já estão disponíveis em comércios de regiões que costumam ficar movimentadas durante os festejos. Além disso, é livre a retirada nas caixinhas que equipes volantes da Secretaria carregam durante campanhas no meio dos blocos e nos desfiles das escolas de samba.

A que preocupa mais - Médico infectologista do serviço de IST da Sesau, Roberto Braz afirma que a doença sexualmente transmissível que mais tem preocupado é a sífilis. "Ela está sempre alta e a gente tem uma dificuldade de trabalhar o diagnóstico", começa.

Novidade, 170 mil camisinhas com textura e mais sensibilidade são distribuídas
Médico infectologista do serviço de IST da Sesau, Roberto Braz (Foto: Osmar Veiga)

O especialista explica que, embora seja identificável em teste rápido, às vezes são necessários exames específicos, incluindo um de interpretação. "Fora isso, é uma 'doença simuladora', como gente fala, por se parecer muito com outras doenças. Os sintomas são muito inespecíficos, então acaba sendo mais difícil o diagnóstico", acrescenta.

HIV e prevenção - O HIV continua na lista de preocupações, embora o País tenha registrado uma redução de casos que a Capital acompanhou, diz o médico. Outros dados também indicam que os casos de mortalidade por Aids caíram.

Uma das medidas para se proteger do vírus junto à camisinha é o uso de PrEP (profilaxia pré-exposição), destinada a quem tem alto risco de exposição ao HIV, como parceiros de soropositivos, profissionais do sexo ou pessoas com vida sexual ativa que se relacionam com vários parceiros sem proteção.

Novidade, 170 mil camisinhas com textura e mais sensibilidade são distribuídas
Preservativo feminino e gel lubrificante também estão disponíveis gratuitamente (Foto: Osmar Veiga)

Outra é a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), indicada após uma possível exposição ao HIV em relações sexuais desprotegidas, contato com objetos contaminados ou casos de violência sexual, por exemplo. Os medicamentos devem ser tomados em até 72 horas após o episódio suspeito e o tratamento preventivo deve seguir por 28 dias.

Caso as unidades básicas de saúde e o CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) da Capital estejam fechadas, a PrEP, a PEP e as camisinhas podem ser procuradas em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), que ficam abertas ininterruptamente.

Imunidade - A circulação de vírus respiratórios é comum durante o Carnaval devido à aglomeração obrigatória de pessoas nas festas. Dá para fugir das doenças causadas por eles também?

Novidade, 170 mil camisinhas com textura e mais sensibilidade são distribuídas
Foliões do Bloco As Depravadas curtindo o Carnaval no último sábado (Foto: Juliano Almeida/Arquivo)

Segundo o infectologista, sim. As chances aumentam quando o folião se cuida para não deixar a imunidade cair. "Além de todos os cuidados de prevenção com as ISTs, é importante se hidratar bem, ter uma boa alimentação e dormir de forma adequada", ele aconselha.

"As pessoas  podem se divertir desde que a diversão tenha segurança e prevenção. Dá para se divertir tranquilo, sem ter problema nenhum", finaliza o médico.

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