Pólen está no ar da cidade e alergia pode evoluir para quadros mais graves
Não dá para blindar o organismo, diz médico, mas se alimentar e se hidratar bem fortalece mecanismos de defesa
A primavera começou há quase uma semana e algumas doenças relacionadas à estação já estão surgindo entre quem está com a imunidade baixa ou tem alergia específica.
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Com a chegada da primavera, doenças como asma, bronquite e sinusite se tornam mais comuns, especialmente entre pessoas com imunidade baixa ou alergias. Segundo o pneumologista Henrique Brito, a alergia ao pólen, presente no ar em todos os ambientes nesta estação, pode causar complicações graves se não tratada. A recomendação é manter hidratação, alimentação adequada e uso contínuo de medicamentos de controle para alérgicos e pacientes crônicos.
Uma delas é a alergia à pólen. Algumas pessoas têm e, segundo o pneumologista Henrique Brito, elas não necessariamente são alérgicas a outras coisas.
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"O pólen é um dos alérgenos, uma substância que pode desencadear processo alergênicos. Outros exemplos são ácaro, fuligem, poluição, picada de abelha. A pessoa geralmente tem uma pré-disposição genética quando desenvolve doença alérgica e não vai desenvolver várias obrigatoriamente, ela pode ter alergia a uma coisa só", detalha o médico.
Mas os grãos microscópicos responsáveis pela reprodução das flores podem causar algo grave no organismo? O especialista afirma que sim, a depender do quadro do paciente.
Se não tratado, qualquer processo alérgico pode gerar inflamações e deixar a pessoa suscetível até a internação. "Nessa época do ano são comuns asma, bronquite e sinusite, geralmente leves, mas podem ocorrer com maior intensidade e virar uma pneumonia, por exemplo", completa o pneumologista.
O pólen não está somente em jardins ou nas calçadas com árvores de copas floridas. Está no ar, em todos os ambientes, quando é primavera. E não há o que fazer para prevenir a alergia, a não ser se hidratar, comer bem e manter o organismo pronto para a defesa.
"Não existem mecanismos para blindar. É sazonal. Em geral, não muda muito de um ano para outro. Pessoas alérgicas devem manter o uso dos medicamentos de rotina, beber bastante água e se alimentar corretamente", continua o médico.
Choque térmico - A estação é marcada por amplitudes térmicas e ondas de calor como a que está influenciando as temperaturas em Mato Grosso do Sul desde o último sábado (26). Até o fim do ano, quando for verão, os efeitos do El Niño podem se juntar a esses fatores.
Questionado se tudo isso, aliado ao choque térmico da troca de ambientes quentes pelos climatizados, também pode causar doenças, Henrique Brito explica que sim, mas não com tanta intensidade.
"A amplitude sempre traz alteração no sistema respiratório e circulatório. Tem algum impacto, mas não é tão grande. As pessoas superestimam. Para ser algo significativo, tem que haver variações bem amplas", resume.
Vacinas e remédios - Os vírus respiratórios circulam mais em períodos frios, mas não somem do radar durante a primavera ou verão.
O especialista orienta que a vacinação fique em dia, especialmente a que previne quadros graves de VSR (vírus sincicial respiratório). Ela está disponível na rede pública apenas para gestantes, por enquanto.
Para os pacientes que têm alergia ou doenças crônicas como a asma, a recomendação é continuar usando os medicamentos de controle normalmente.
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