SUS vai oferecer implantes para cirurgia no crânio infantil
Placas e parafusos absorvíveis serão usados em crianças e bebês
O SUS (Sistema Único de Saúde) vai oferecer placas e parafusos que são absorvidos pelo organismo para cirurgias no crânio de bebês e crianças. A medida faz parte de três tratamentos incorporados pelo Ministério da Saúde, que também incluem medicamentos para doenças do fígado e do sangue.
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As decisões foram publicadas no DOU (Diário Oficial da União) de sexta-feira (6) e estabelecem prazo de até 180 dias para que os novos recursos estejam disponíveis na rede pública.
Os implantes serão utilizados no tratamento da craniossinostose, condição em que uma ou mais junções entre os ossos do crânio se fecham antes do tempo. O problema pode alterar o formato da cabeça e, em situações mais graves, prejudicar o espaço necessário para o crescimento do cérebro.
Durante a cirurgia, os médicos corrigem a posição dos ossos e utilizam placas e parafusos para mantê-los no lugar. A diferença é que o novo material não precisa permanecer definitivamente no corpo. Ele é absorvido ao longo do tempo, conforme a recuperação da criança.
O procedimento seguirá os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A autorização consta da Portaria nº 69, de 4 de novembro, que determina a inclusão dos sistemas de fixação absorvíveis no atendimento público.
Doenças do fígado e do sangue - Outra novidade é a oferta do bezafibrato para pacientes com colangite biliar primária. A doença provoca inflamação e danos progressivos nos pequenos canais que transportam a bile dentro do fígado. Sem o controle adequado, pode comprometer o funcionamento do órgão e evoluir para cirrose.
A condição atinge principalmente mulheres, sobretudo entre 40 e 70 anos. Segundo o Ministério da Saúde, a doença é dez vezes mais frequente no público feminino do que entre homens.
O bezafibrato foi avaliado como alternativa para pacientes que não apresentam resposta suficiente ao tratamento com ácido ursodesoxicólico ou não toleram esse medicamento. A portaria que autorizou sua incorporação não detalha quais serão os critérios de acesso na rede pública.
O terceiro tratamento aprovado é a iptacopana, destinada a adultos com hemoglobinúria paroxística noturna, doença rara que provoca a destruição dos glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte de oxigênio no sangue. O problema pode causar anemia, cansaço intenso e outras complicações.
Nesse caso, o medicamento não será oferecido a todos os pacientes. A autorização contempla adultos que já utilizaram remédios conhecidos como inibidores de C5 e continuam com hemoglobina abaixo de 10 gramas por decilitro de sangue, sinal de anemia.
A iptacopana pode ser administrada por via oral, duas vezes ao dia, na própria casa do paciente. O Ministério da Saúde estima que aproximadamente 600 pessoas recebam tratamento pelo SUS para essa doença.


