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Viajar, curtir os passeios e melhorar os destinos turísticos

Por Paulo Nonato de Souza | 24/06/2022 13:13
Barco de pescaria no Rio Paraguai, em Corumbá, um dos principais destinos turísticos do Brasil onde se pratica a pesca esportiva – Foto: Reprodução
Barco de pescaria no Rio Paraguai, em Corumbá, um dos principais destinos turísticos do Brasil onde se pratica a pesca esportiva – Foto: Reprodução

Viajar para curtir lugares dos sonhos e ao mesmo tempo contribuir para tornar os destinos turísticos ainda melhores para os moradores e futuros visitantes. Essa é a essência do Turismo Responsável, conceito criado em 2002, durante a Cúpula Mundial Sobre Desenvolvimento Sustentável, em Joanesburgo, África do Sul, mas nem sempre levado a sério.

Se nas últimas décadas viajar ficou mais fácil, graças à tecnologia e suas possibilidades de buscas por melhores preços e destinos, os impactos desse crescimento do turismo também aumentaram. O esforço para atrair receitas trouxe efeitos negativos e a preocupação é fazer com que o lazer e o turismo resultem em conservação ambiental e inclusão social.

A busca pela conscientização dos turistas sobre minimizar impactos negativos e gerar impactos positivos nos destinos turísticos, especialmente onde a pesca esportiva é a principal atividade, será tema do Seminário Turismo Responsável, que acontecerá na próxima terça-feira, das 14h às 17h, na Associação Comercial de Corumbá. Não por acaso, afinal o turismo corumbaense é baseado na pesca.

“Será uma oportunidade de falar sobre como a pesca esportiva impacta e é impactada, e que tipo de ação tem que ser tomada para que ganhos não impliquem em prejuízos no setor”, disse Bruno Wendling, diretor-presidente da FundturMS, que realizará o evento em parceria com o Sebrae. “Estou com boas expectativas de que o seminário possa auxiliar Corumbá a desenvolver um turismo ainda mais inclusivo e responsável”, ressaltou.

Principal cidade da região do Pantanal, Corumbá tem a prática do ecoturismo, além da pesca, como referência nacional e mundial. Por isso o seminário irá debater também sobre o impacto dessas atividades turísticas na vida das famílias que vivem à margem do Rio Paraguai, as chamadas comunidades ribeirinhas. “Vamos abordar de que forma os empresários do setor podem orientar os ribeirinhos e convidamos alguns profissionais da área para fazer uma análise da realidade”, afirmou Wendling.

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