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Campo Grande, Domingo, 19 de Agosto de 2018

26/06/2017 15:32

Testamos a Hilux SR 2017 na versão 2.7 Flex

Durante sete dias rodamos 800 km com a picape na cidade, estrada e no campo.

Márcio Martins
(Foto Márcio Martins)(Foto Márcio Martins)

R$ 35 mil! É essa a diferença entre uma Hilux flex comparado com a diesel da mesma versão e equipamentos. Mas vale a pena comprar o modelo com motor bicombustível? 

Para tirar a dúvida, testamos durante sete dias  a Hilux 2017 na versão SR equipada com o motor de quatro cilindros 2.7 Flex com tração 4x2, que foi emprestada pela Toyota. Rodamos cerca de 800 km na cidade e também em uma viagem curta até a região de Piraputanga e morro do Paxixi.

Aos primeiros quilômetros já deu para perceber o principal ponto negativo: o consumo. Mas também com carro deste tamanho e com peso de quase 2 toneladas não era para menos. O consumo urbano, ficou na casa dos 5,7 a 6,5 km/l de gasolina andando na boa, na estrada fez média de 8 km/l.

Região de Piraputanga - MS, foi o local escolhido para o teste em estradas de terra. Porém sem carga. (Fotos Emerson Martins)Região de Piraputanga - MS, foi o local escolhido para o teste em estradas de terra. Porém sem carga. (Fotos Emerson Martins)

Fizemos uma consulta nesta segunda-feira (26) no site da Toyota, usando como base a versão SRV (pois a SR Flex não tem 4x4 disponível) encontramos o valor da Hilux SRV 4x4 Flex automática de R$ 134.410 (cor branca) e a mesma configuração equipada com o motor diesel, o valor salta para R$ 169.520, fazendo a conta a diferença foi de R$ 35.110.  

 

Testamos a Hilux SR 2017 na versão 2.7 Flex
Testamos a Hilux SR 2017 na versão 2.7 Flex

 

 

 

 

 

 

Durante os dias de teste conversei com alguns amigos produtores rurais, que utilizam camionete no seu dia a dia, fazendo as contas, com a diferença de valor da versão flex e diesel daria para investir na fazenda com a compra de gado ou equipamentos que pode dar lucro com sobra, mesmo que o consumo de gasolina seja mais alto. Porém o preço do litro do diesel é pouco mais de R$ 0,30 mais barato. Ainda deve ser calculado custos com manutenções e seguro que no caso da flex é menor.

Região próximo ao morro do Paxixi no MS. (Foto Emerson Martins)Região próximo ao morro do Paxixi no MS. (Foto Emerson Martins)
Testamos a Hilux SR 2017 na versão 2.7 Flex

Mas será que vale a pena abrir mão do diesel? A resposta é: depende!

Isso é um assunto polêmico, teria que analisar cada caso, pois a diesel tem muito mais torque ou seja, mais força, essencial para quem usa camionete para lida e precisa carregar muito peso, encarar trechos de difícil acesso etc. Porém tem algumas pessoas que usam mesmo é para passear e carregar pequenos objetos. Tem gente que até vai para fazenda e pega trechos de estrada de terra, mas não precisa de tanto torque, o serviço pesado as vezes sobra mesmo é para o trator.

 

Com 600 kg de carga a Hilux Flex andou sem preguiça e com folego de sobra.  (Foto Márcio Martins. Campo Grande/MS)Com 600 kg de carga a Hilux Flex andou sem preguiça e com folego de sobra. (Foto Márcio Martins. Campo Grande/MS)

Para tirar a dúvida eu convidei o produtor rural Cleomir Martins da Fonseca para um teste rápido na prática com peso na caçamba, carregamos a Hilux Flex para transportar 600 kg de ração para o gado da fazenda, porém em um trajeto somente na cidade; saímos da empresa onde pegamos a carga e levamos até o outro lado da cidade, dirigimos a picape antes vazia e depois carregada.

Para nossa surpresa, a picape transportou com facilidade e sentiu pouco o peso da carga, aliás ficou até mais prazerosa de dirigir, deixando até mais macia. As arrancadas em semáforos por exemplo, nos surpreendeu, saia com facilidade nem precisou afundar o pé no acelerador para ela desenvolver. Infelizmente não foi possível testar em estradas de chão carregada até a fazenda por falta de tempo, mas isso vamos deixar para a próxima oportunidade.

“Gostei da arrancada da Hilux Flex, achei que não ia dar conta, mesmo carregada não fez muita força para sair, estou dirigindo com folga no acelerador, mas teria que testar na lida, na estrada da fazenda para confirmar. Gostei do conforto e do silêncio a bordo. ” Disse Cleomir ao final do teste. Ele é proprietário de uma Ford Ranger com motor 3.0 turbo diesel de 163 cavalos de potência.

A Hilux que testamos tem o mesmo motor da geração anterior, com aperfeiçoamentos para menor consumo. Tem quatro cilindros 2.7 litros que rende bons 163 cavalos de potência e 25 kgfm de torque e câmbio automático de seis velocidade. A Hilux diesel tem 177 cv e 45,9 kgfm de torque o câmbio também tem seis marchas. Não da pra esperar potência de um carro espotivo, mas o motor dá conta do recado, na estrada as reduzidas de marcha são bem frequentes dando pra ouvir o ruído do motor em retomadas, mas o silêncio é absoluto em velocidade de cruzeiro.

Testamos a Hilux SR 2017 na versão 2.7 Flex
Testamos a Hilux SR 2017 na versão 2.7 Flex

Assim como ele, muitos ainda não perceberam o tanto que as picapes flex evoluíram, pois o preconceito ainda reina na maioria, principalmente pela falta do ronco do motor a diesel que empolga os entusiastas. A S10 a gasolina por exemplo que foi lançada em 1995 tinha embaixo do capô um motor que rendia apenas 116 cv, hoje a S10 chega a ótimos 206 cavalos com motor de quatro cilindros.

É preciso fazer as contas, para ver se compensa e principalmente quais os trechos que você mais anda e o que você pretende fazer com a camionete, se tem muita lama, areia, se costuma trafegar com ela carregada ao limite, e usa realmente para o trabalho pesado. Se esse for seu caso, os trinta e cinco mil reais serão bem pagos. Caso contrário a flex vai lhe atender.

Testamos a Hilux SR 2017 na versão 2.7 Flex
Testamos a Hilux SR 2017 na versão 2.7 Flex

A picape Hilux Flex é ofertada em três versões cabine dupla: SRV com tração 4x4, SRV 4x2 e SR de tração 4x2. Todas são equipadas com transmissão automática de seis velocidades sequencial. Ela era a única picape do mercado a oferecer câmbio automático na versão flex, mas a dois meses atrás a S10 também passou a oferecer essa opção.

A versão testada traz como principais itens: ar-condicionado manual, banco do motorista com ajuste de distância, inclinação e altura, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, chave tipo canivete, computador de bordo monocromático, controle de velocidade de cruzeiro, direção hidráulica progressiva, farol alto de halogênio com nivelamento manual, faróis de neblina dianteiros, modos de condução ECO e Power, protetor de caçamba, retrovisor externo na cor preta com regulagem elétrica e indicador de direção, rodas de liga leve aro 17”, Sistema Multimídia Toyota Play com tela de 7” touchscreen com sistema de navegação (GPS) integrado, sistema de entretenimento de vídeo integrado ao painel com TV Digital e leitor de DVD, rádio com CD Player/MP3, câmera de ré, Bluetooth®, conexão USB e AUX. Além disso também conta com volante com comandos integrados, airbags frontais, airbag de joelho (para motorista), freios ABS com EBD, sistema de alarme perimétrico e sistema universal para cadeira de criança ISOFIX.

Motor e Transmissão

A nova motorização Dual VVT-i Flex 2.7L 16V DOHC, comum nas versões flex de Hilux e SW4, foi projetada para o mercado brasileiro. O grande destaque é a adoção da tecnologia de duplo comando de válvulas variável (Dual VVT-i), que atua no gerenciamento dos sistemas de admissão e escape da câmara de combustão, otimizando a queima do combustível de maneira inteligente, além da adição do sistema de partida a frio, eliminando a necessidade do subtanque auxiliar, refletindo em melhor desempenho. Outro aprimoramento do novo motor é seu ganho de 7% em eficiência de consumo.

O motor gera 163 cv de potência a 5.000 rpm, quando abastecidos com etanol, e 159 cv, também a 5.000 giros, com gasolina. O torque máximo é de 25 kgfm (com álcool e gasolina), sempre a 4.000 rpm.




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