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Testamos o Corolla Altis Hybrid

O modelo conta com três motores, sendo um flex a combustão e dois elétricos

Por Márcio Martins | 16/02/2020 12:29
Fotos Márcio Martins
Fotos Márcio Martins

O Toyota Corolla sempre teve fama de carro de tiozão ou de conservador, mas a marca está provando que isso é coisa do passado. Com a apresentação do novo Corolla em setembro de 2019, o modelo ganhou um visual moderno, uma grande lista de itens de tecnologia e conforto, além da versão híbrida, e é essa versão que testamos durante sete dias pelas ruas de Campo Grande.

Testamos o Corolla Altis Hybrid

O inédito sistema híbrido funciona assim: O carro conta com três motores, isso mesmo, você não leu errado. São dois elétricos e um a combustão com tecnologia flex e transmissão hybrid transaxle é a maior novidade da Toyota, afinal, este é o primeiro híbrido flex do mundo.

O sistema híbrido da Toyota, nesta nova geração do Corolla, combina um motor a gasolina de 1.8L VVT-i 16V flex, com 101 cv de potência a 5.200 giros quando abastecido com etanol, e 98 cv também a 5.200 rpm, quando abastecido com gasolina, e 14,5 kgfm de torque a 3.600 rpm (abastecido com etanol ou gasolina). Esse motor funciona em conjunto com dois motores elétricos (MG1 e MG2) de 72 cv de potência e 16,6 kgfm de torque, garantindo aceleração suave e excelente conforto ao rodar em qualquer tipo de condução.

Testamos o Corolla Altis Hybrid

A bateria híbrida de níquel-hidreto metálico, responsável por alimentar o motor elétrico do Corolla, está localizada embaixo do banco traseiro.

A transmissão funciona através de planetária com engrenagem, praticamente eliminando perdas e atritos. Este tipo de transmissão entrega uma aceleração mais linear, que reduz ou aumenta continuamente as marchas de acordo com a demanda do motor, sem desperdiçar energia.

O modelo possui sistema de freios regenerativos, que acumula a energia cinética gerada pelas frenagens e a transforma em energia elétrica, alimentando a bateria híbrida.

Testamos o Corolla Altis Hybrid

Segundo dados do INMETRO, o Corolla híbrido é capaz de rodar 14,5 km/l na estrada e 16,3 km/l na cidade quando abastecido com gasolina. No trânsito intenso em nosso teste chegou a fazer 20/km/l em engarrafamentos. Com etanol, o modelo roda 9,9 km/l na estrada e 10,9 km/l na cidade. Além disso, ele é o carro movido a etanol mais eficiente do Brasil com 1,38 MJ/km.

No que se refere à suspensão, todas as versões do Novo Corolla 2020 incorporam uma suspensão dianteira independente tipo McPherson com molas helicoidais e barra estabilizadora. A posição da suspensão foi otimizada para obter uma resposta linear da direção ao dirigir em velocidades médias ou altas.

Testamos o Corolla Altis Hybrid

No quesito segurança, a Toyota caprichou na lista de equipamentos: desde a versão de entrada GLi, o modelo já vem dotado de sete airbags (dois frontais, dois laterais, dois de cortina e um de joelho para o motorista), câmera de ré com linhas de distância com projeção na central multimídia, faróis com acendimento automático e com ajuste de altura, controle eletrônico de estabilidade (VSC), controle eletrônico de tração (TRC), sistema de assistência ao arranque em subida (HAC), sistema ISOFIX para fixação de cadeirinhas infantis no banco traseiro e mais.

Testamos o Corolla Altis Hybrid

A maior novidade do modelo é o Toyota Safety Sense (TSS), disponível nas versões Altis a combustão e híbrida. Este sistema conta com um radar de ondas milimétricas combinado com uma câmera monocular para detectar uma variedade de perigos e alertar o motorista.

As tecnologias incluídas nesse pacote são:

Sistema de Pré-Colisão Frontal (PCS)*
O sistema de Pré-Colisão Frontal do Toyota Safety Sense usa a câmera e o radar de ondas milimétricas para detectar veículos que circulam nas ruas e estradas. Se o sistema detectar a possibilidade de uma colisão, ele alerta o motorista por meio de avisos sonoros e visuais e ativa a assistência de frenagem para evitar ou reduzir os danos causados por elas.

Sistema de Alerta de Mudança de Faixa com condução assistida (LDA)*
Em determinadas circunstâncias, o Sistema de Alerta de Mudança de Faixa (Lane Departure Alert System - LDA) é projetado para detectar desvios de pista quando as linhas divisórias são visíveis. Ao ouvir e ver os alertas, e depois de verificar que é seguro fazê-lo, o veículo deve ser redirecionado para o centro da pista. Este sistema também inclui a funcionalidade de condução assistida. Quando é ativado e se detecta que está se desviando inadvertidamente, o sistema pode aplicar pequenos movimentos de correção no volante para ajudar a manter o veículo na pista.

Faróis altos automáticos (AHB)*
Faróis altos automáticos (AHB) são um sistema de segurança projetado para ajudar o motorista a ver mais claramente à noite sem distrair outros motoristas. O AHB trabalha com uma câmera a bordo para detectar os faróis dos veículos que se aproximam e os faróis traseiros dos veículos na frente e alterna automaticamente entre os faróis altos e baixos em conformidade.

Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC)*
O Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC) é um sistema semelhante ao "cruise control" que permite a condução a uma velocidade constante pré-determinada. O ACC usa o radar de ondas milimétricas montado na grade frontal e a câmera projetada a bordo para detectar veículos, calcular sua distância e ajustar a velocidade para ajudar a manter uma distância predeterminada de veículo para veículo.

Na versão que testamos Altis, pode ainda receber o pacote Premium, único opcional do híbrido —kit vem com banco elétrico para o motorista, acabamento bicolor da cabine, ar-condicionado de duas zonas, rodas aro 17 diamantadas, sensor de chuva, retrovisores com rebatimento elétrico e teto solar, item inédito no Corolla nacional.

Testamos o Corolla Altis Hybrid

Como anda o Corolla Hybrid

Na pratica qual Corolla comprar? os dois custam o mesmo valor, Corolla Hybrid ou 2.0 somente a combustão. Depende muito do perfil do comprador, o motorista que precisa de desempenho e foca na potência sem se preocupar com o consumo, vai de 2.0.  Já o motorista mais conservador, aquele que dirige de forma, digamos mais “ecológica”, é indicado o híbrido.

As acelerações do modelo híbrido são sempre moderadas, nem mesmo com o modo Power ativado o sedã empolga, mas durante o teste num dia a dia comum de trabalho, o carro atende muito bem, não falta motor.

Até mesmo o modo de dirigir muda quando você está num híbrido, é divertido ver o sistema de baterias sendo carregadas quando tira o pé do acelerador em uma ladeira ou quando precisar fazer uma frenagem por exemplo. Acaba sendo viciante tentar sempre carregar mais a bateria e usar menos a gasolina.

No inicio da matéria você deve ter percebido que o consumo do híbrido é maior na estrada do que na cidade. Isso acontece por que o motor a combustão fica sempre funcionando em velocidades superiores, e na cidade ele desliga quando não precisa de força.

Testamos o Corolla Altis Hybrid

Fizemos um teste para saber até que velocidade da pra andar somente no sistema elétrico, resultado do teste: Depende! Pois o motor a combustão entra sempre que precisa de força.  Vai depender muito do tipo de rua que você está se deslocando, se é uma subida ou plano, e também da força que você faz no acelerador. No nosso teste, o máximo que conseguimos rodar usando somente eletricidade foi até os 55 km/h.

Vale a compra?

Depende qual o seu objetivo. Se o foco é economia, sim. Apesar de menor potência, o modelo conta com visual mais moderno, tem boa revenda, bastante tecnologia e ainda tem garantia de 8 anos para o sistema híbrido. E o mais bacana disso tudo é que você não precisa pagar mais pelo híbrido comparado com a mesma versão Altis comum.

Para quem mora em cidades pequenas ou pega muita estrada a versão "normal" 2.0 de 177cv é mais indicada.

Confira a Galeria de Imagens: