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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

31/05/2013 13:15

Família recusa nova autópsia em índio morto durante confronto

Aline dos Santos e Viviane Oliveira, de Sidrolândia
Índio é velado na aldeia Córrego do Meio. (Foto: Vanderlei Aparecido)Índio é velado na aldeia Córrego do Meio. (Foto: Vanderlei Aparecido)

O MPF (Ministério Público Federal) tentou trazer um especialista de fora de Mato Grosso do Sul para fazer autópsia no corpo Oziel Gabriel, de 35 anos. Porém, a família recusou uma nova pericia. De acordo com o irmão da vítima, Otoniel Gabriel, a decisão é da esposa de Oziel . “Mas a investigação vai acontecer”, afirma. Desta forma, o sepultamento será as 16h, na aldeia Córrego do Meio, a 25 km de Sidrolândia.

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O novo procedimento seria para definir o calibre do projétil que atingiu o terena durante a reintegração de posse da fazenda Buriti. A justificativa é que o laudo não foi realizado por médico-legista.

Familiares da vítima afirmam que o disparo partiu da arma de um policial federal. No local, também estava a Cigcoe (Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais), que levou munição letal para área de conflito.

Conforme o laudo, o óbito foi por choque hipovolêmico decorrente de ferimento por arma de fogo. Oziel foi atingido por um tiro no abdômen, a bala passou pelo fígado e o projétil saiu pelas costas. Ontem, o corpo seguiu do hospital beneficente Elmíria Silvério Barbosa direto para a Pax Bom Jesus, sem passar pelo IML (Instituto Médico Legal). A plantonista do IML não estava na cidade e viajou com a chave do local. Então, dois médicos foram a Pax Bom Jesus.

A ação na fazenda Buriti durou nove horas, das 6h às 15h. A reintegração de posse, determinada pela Justiça Federal, foi cumprida pela PF (Polícia Federal), com apoio da PM (Polícia Militar). O imóvel rural pertence ao ex-deputado Ricardo Bacha.

Os terenas atearam fogo a ponte e casas na fazenda Buriti. A PF apreendeu armas artesanais, facões e duas espingardas. A fazenda foi invadida pelos terenas em 15 de maio. No mesmo dia, saiu uma decisão para que os índios deixassem o local. Mas a reintegração não foi cumprida e no dia 18 a decisão acabou suspensa até quarta-feira, quando foi realizada audiência na Justiça Federal.




Algo tem de ser feito urgente .
Os indios não plantam covas de bananeiras, pés de manga, pés de mandioca, canaviais, não criam animais para consumo próprio.
Querem mais terras para fazer o quê? em cada aldeia deveria ter um agronômo, maquinário e um Projeto de cultivo de grãos,de um grande pomar de frutas diversas e regionais,hortas coletivas,canaviais, criação de animais de pequeno e médio porte para consumo próprio,psicultura, apicultura, construção de estufas para o cultivo de mudas de plantas e árvores medicinais, mudas de árvores madeira de lei,
As aldeias seriam produtivas, tendo atividades para todos.
Não tem cabimento,os indios ficarem com grandes extensõs de terras improdutivas.
As terras dos indios devem ser produtivas, ter um bom Plano de desenvolvimento .
Muda Brasil !
 
UZENIR AGUIAR em 31/05/2013 20:08:22
Isto tudo só aconteceu porque é um eis DEPUTADO ESTADUAL, queria ver se fosse um simples fazendeiro, se pelo o menos apareceria um vereador ou um deputado estadual, estes INDIOS tambem votão, e com certeza estes deputados que ai estão receberam votos deles. Agora os votos deles viram sangue contra eles proprios. Este é o agradecimento dos nobres deputados estaduais contra os INDIOS.
 
Lenine Ferreira em 31/05/2013 18:42:01
Menos um pra encomodar e invadir terras alheias.
 
Rafael santos em 31/05/2013 17:11:58
Há de saber àqueles que aqui chegaram fugindo covardemente de suas terras originais, por causas da guerras em seus países, que os Terena e os Guacurus lutaram ao lado das tropas do Cel. Carlos Camissão, (1860), formados por soldados goianos e mineiros muitos morreram por defenderam as terras sul matogrosense na Guerra do Paraguai. Depois chegaram os "turcos" pra apossar e legalizar as terras, montaram seus esquemas politicos, justiça e poder e hoje se dizem proprietários destas terras que custaram sangue. É só pesquisar a história e a cadeia dominial nos cartório criados por eles.

Carlos Lamarca em 31/05/2013 11:37:19
 
Rafael Oliveira em 31/05/2013 16:41:07
alineperalta aproveita e vai até Aquidauana e ajuda a dona da fazenda a Sra Miriam Alves,antes que ela seja expulsa da própria casa!!!
 
arivaldo paiva em 31/05/2013 16:29:19
Engracado acabei de ver uma nota na televisao, dizendo que os policiais nao utilizaram arma de fogo durante o confronto, e o indio apareceu morto com um tiro. Ahhh ta, ele teve um choque hipovolemico, causado por bala de borracha.. sempre prevalecendo a lei do mais forte. violencia so gera violencia. nao existe outras formas de se chegar a um acordo?
 
alineperalta em 31/05/2013 15:26:01
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