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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

16/02/2012 17:42

Polícia identificou sequência de erros em curtume onde quatro morreram

Viviane Oliveira
O acidente foi no dia 31 de janeiro. Quatro funcionários morreram e 24 ficaram intoxicados. (Foto: Marlon Ganassin)O acidente foi no dia 31 de janeiro. Quatro funcionários morreram e 24 ficaram intoxicados. (Foto: Marlon Ganassin)

O delegado responsável pela investigação sobre o vazamento de gás tóxico no curtume do frigorífico Marfrig, em Bataguassu, Pedro Caravina, disse que houve uma sequência de erros desde a portaria do prédio até onde o produto foi recebido, o almoxarifado, onde não houve a conferência adequada. O resultado é que houve o descarragamento de um produto quando os funcionários pensaram que era outro, provocando a reação química que acabou provocando um gás tóxico. Quatro pessoas morreram e 24 foram intoxicadas.

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Para a Polícia, uma falha técnica como falta de equipamentos, profissionais qualificados, resultou da reação química entre dois produtos químicos: koramim que havia no recipiente e foi misturado ao chome.

Por enquanto ninguém foi responsabilizado. A Polícia aguarda o laudo para confirmar qual produto estava no interior do caminhão. “Nós temos o prazo de 30 dias para encerrar o inquérito, se até lá o laudo não estiver pronto o prazo será prorrogado para 60 dias”, afirma.

Conforme o delegado, 12 pessoas já prestaram depoimentos, entre funcionário e Corpo de Bombeiros. Segundo ele, o próximo passo será ouvir as vítimas e os responsáveis pelo curtume.

O diretor do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) Roberto Gonçalves, disse que pediu que fosse elaborado um plano de descontaminação do local e de descarte de resíduo sólido. Ainda não foram retomadas as atividades no curtume. Somente após esta análise, será definido o retorno das atividades do curtume, paralisadas desde o dia do acidente.

Quanto à multa de R$ 1 milhão que a PMA (Polícia Militar Ambiental) aplicou no curtume um dia após o acidente conforme o diretor o prazo para defesa da empresa é de 20 dias. Ele não soube informar se já houve algum tipo de recurso. A assessoria de imprensa do Grupo Marfrig informou que a empresa só vai se pronunciar após a conclusão da Polícia Civil.

O caso- No dia 31 de janeiro o acidente que resultou da reação química entre o Coramin e outro produto que havia no recipiente e um gás tóxico foi exalada, matando quatro trabalhadores e intoxicando outras 24 pessoas, em Bataguassu, cidade distante 335 quilômetros de Campo Grande.

O motorista do caminhão que fazia o descarregamento percebeu que houve uma reação e então fechou a válvula de descarregamento e se afastou do local. Três funcionários que estavam em uma estrutura acima do tanque caíram desmaiados.

Um quarto trabalhador tentou descer pelas escadas, mas, também ficou inconsciente. Os quatro morreram, três deles a caminho do hospital e um 10 minutos depois de dar entrada na Santa Casa do município.




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