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08/04/2015 13:42

A crise é o ventre do novo

Por Ruy Chaves (*)

A vida é umato político, ocorre em sociedade organizada sobimpério do direito e da ética.O homem é um animal naturalmente político, disse Aristóteles, e oEstado, a organização política e jurídica da nação.

A vontade do homem institui o Estado, o homem é o seu fim, sua razão única. O Estado existe para o bem do homem, para a realização plena da condição humana.

A ação política é o elemento dinâmico do Estado,a vontade o elemento dinâmico do poder da nação. Cabe à ação política maximizar a compatibilização entre fins a atingir e meios disponíveis, a razão sempre subordinando interesses e paixões. No Estado democrático de direito, razões de governo obedecem a razões de Estado.

A vida organizada política e juridicamente obedece a pressupostos básicos e a sociedade depende de unidade funcional, fruto do trabalho, e de unidade psicológica, pelo desenvolvimento de consciência humana e social. Interagindo permanentemente, os homens dependem de estoques comuns de sentimentos,valores e crenças, de estruturas normativas decorrentes de suas necessidades e que levam a experiência humana a certas molduras compartilhadas.

Duas razões principais determinam a vida em sociedade, a satisfação de necessidades da cidadania e a proteção contra efeitos negativos de comportamento. Administrar esta questão é missão essencial do Estado na busca do bem comum.

Os fins da atividade política são os objetivos da nação, a realização de suas necessidades, interesses e aspirações.Ações políticas que ofendam o bem comum são inadmissíveis nas sociedades cidadãs do século 21.

Capitanias hereditárias, feudos, ilhas de exceção, tudo que indica o ranço dos privilégios se transforma em corrupção e impunidade, rompe protocolos,rasga o tecido social, leva ao confronto exacerbado, à crise ou ao caos.

O Estado aético e a não realização dos direitos da cidadania significam exclusão social e dor, degradam valorese violentam a legitimidade; razões de governo afrontam razões de Estado, homens e instituições passam a descrer dos homens e das instituições: é a crise.

Mais oportunidades que ameaças,a crise é o ventre do novo e impõe à ação política o retorno à ética de princípios, a liberdade e a justiça consolidando os valores e a dignidade da nação.Mais ameaças que oportunidades, o caos.Panta rei.

(*) Ruy Chaves é diretor da Estácio

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