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A situação em 2021

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra (*) | 17/03/2021 07:37

A quem interessam as consequências econômicas negativas do coronavírus? A economia ficou desequilibrada com a globalização e a concentração das fábricas nas regiões de mão de obra barata. Os preços baixaram, os empregos sumiram, a renda e os juros caíram, o dinheiro foi para a volatilidade das bolsas, mas as pessoas continuam precisando de comida. O Brasil pode produzir e vender com preço de mercado, mas a classe política, subordinada a interesses externos, contribui para reduzi-lo a simples entreposto de produtos in natura e dependente de tudo o mais.

Várias décadas perdidas seria simples acaso? A economia do Brasil já teve energia taurina, tanto que chegou a despertar ciumeiras dos “hermanos”. Décadas perdidas como as de 1980, 1990, 2010 e por aí vai. O touro virou um bezerro desmamado, sem forças para aproveitar os próprios recursos naturais. A sina dos eternos devedores, que no dizer do historiador escocês Niall Ferguson, têm de cavar; o Brasil está entre os que não dispõem de trunfos financeiros e por isso tem de “cavar” fundo, apenas para ter uma subsistência precária. Vão dizer que isso é culpa dos exploradores, certo? Mas e o que tem feito a classe política?

Atualmente, há boas tentativas de atenuar os sofrimentos e boas recomendações, mas é preciso saber que estamos atravessando uma fase diferente de todas as outras desde os anos 1950, e cada pessoa tem de encontrar a forma adequada de compreensão e adaptação à situação e, principalmente, às leis da natureza, que eram mais bem conhecidas em tempos passados. A obscura confusão reinante tem de ser iluminada pela Luz da Verdade sobre o significado da vida. A compreensão do significado da vida requer o conhecimento e o respeito às leis da natureza que a tudo sustentam. Querendo ser superiores à própria natureza, os homens inventaram o dinheiro.

 A questão não está no sistema, mas em quem criou o sistema, ou seja, os próprios seres humanos que esqueceram a espiritualidade e seguiram na sintonização puramente materialista e deu nisso: a precarização geral. Enquanto a dívida dos Estados Unidos, em 2017, no montante de US$ 18 trilhões, a juros de 1%, acarretava juros de US$ 180 bilhões, o Brasil, com dívida equivalente a US$ 1 trilhão (dólar a R$3,50) geraria encargos da ordem de U$ 155 bilhões, mas os juros Selic estavam em torno de 8% a.a. É fato que o Brasil não emite dólares, mas isso não justifica essa enorme disparidade.

 Criam dinheiro, compram papéis encalhados e ouro, que efeito se pode esperar disso? A permanência do ser humano na Terra é transitória; nesse período, tem de sobreviver cuidando do corpo, alimentando-o, respirando ar fresco, movimentando-se. A simples criação de dinheiro ou acúmulo de ouro só trará resultados se promover produção, trabalho e atendimento das necessidades da população.

 A ansiedade do século 21 vai avançando. O momento é muito grave, pois muitas pessoas estão dominadas pela confusão, e não é para menos; mentiras, desinformações, atitudes impulsivas, os seres humanos se esqueceram da prometida colheita de tudo que semearam com pensamentos, palavras e ações. Cada ser humano tem de se ocupar com a preservação da saúde para manter o corpo forte e resistente. Não fumar, não abusar das bebidas, cuidar da boa alimentação, ter higiene física e mental, respeitar as leis naturais, buscar ser sadio de corpo e alma e o autoaprimoramento, enfim se esforçar para se tornar um ser humano autêntico. Mas o que tem sido oferecido às novas gerações?

A situação é grave, é bom tomarmos consciência. Através de aglomerações e também do não uso, ou uso inapropriado da máscara, o vírus invade o organismo pelas vias aéreas, olhos, nariz e boca. Ele não resiste ao sabão, por isso a necessidade de higiene pessoal, à lavagem das mãos, troca de roupa e sapatos quando se volta para casa após uma saída.  Se os humanos se preocuparem com o próximo, o vírus terá que desaparecer. A contaminação existe e exige cuidados, mas há a utilização política do vírus com propósitos eleitoreiros e geopolíticos. É uma guerra, mas também estamos na grande colheita. Se cuidarmos de forma certa do nosso corpo poderemos prosseguir com um pouco de segurança neste caminho áspero e despido de amor.

(*)  Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP

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