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Campo Grande, Quinta-feira, 30 de Março de 2017

25/05/2012 07:17

Balão Intragástrico combate obesidade de forma eficiente e com menos riscos

Por Irineu Viegas Pantoja Júnior (*)

A obesidade está sempre na ordem do dia entre os profissionais da área por conta das diversas alternativas de tratamento disponíveis. Trata-se de um assunto ainda bastante polêmico no meio médico e científico e que a cada dia registra novas descobertas.

Didaticamente, hoje sabemos que quatro aspectos levam o ser humano a atingir excesso de peso. O primeiro é a má alimentação, já que, nos dias atuais, cada vez mais se come alimentos rápidos, com muito teor de carboidrato e gordura saturada.

O segundo aspecto é a falta de atividade física. Dados do IBGE mostram que somente cerca de 15% da população faz atividade física regularmente, ou seja, ao menos 3 vezes por semana e com duração diária de 30 minutos.

O terceiro aspecto são os denominados “venenos” que cientificamente chamamos de xenoestrógenos (plásticos, cosméticos, esmalte de unha, maquiagem, detergentes, sabão, agrotóxicos, tintura de cabelo, entre outros), os quais são substâncias que passam a ocupar os receptores celulares de hormônios e, com isto, não deixam os nossos hormônios seguirem suas funções biológicas de produzir e reparar proteínas.

Por fim, o quarto e último ponto é a deficiência de hormônios, pois muitos deles são anabólicos, os quais nos ajudam a nos reconstruirmos, como o GH, DHEA, Testosterona, Estrogênio, Grelina, Xenina, Colecistocinina, T3 (triodotironina) etc.

O balão intragástrico é um método já usado há pelo menos 10 anos e que vem obtendo seguidas evoluções. O procedimento é menos invasivo quando comparado às intervenções bariátricas, sendo realizado através de um dispositivo de silicone (balão intragástrico) que ocupa espaço no estômago. Assim, restringe-se a ingestão calórica.

Colocado por via endoscópica, tem ajudado e muito no tratamento da obesidade classe I e II, cujo IMC (índice de massa corporal), gira em torno de 30 a 39,9 Kg/m2. O dispositivo fica inserido no estômago do paciente por seis meses sob acompanhamento médico.

Fazendo uso de todo o conhecimento citado acima, realizamos a suplementação nutricional e hormonal associada à atividade física e dieta hipocalória. Dessa forma, as pessoas chegam a eliminar de 10% a 20% do seu peso total sem perder a saúde, comprovando a eficiência do método de forma menos agressiva e com excelentes resultados.

(*)Irineu Viegas Pantoja Júnior é cirurgião do aparelho digestivo e especialista em Medicina AntiAging/ CRMSP 52.817

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