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04/11/2016 10:02

Campo futuro: informação para o agronegócio

Por José Zeferino Pedrozo (*)

A informação tornou-se o maior insumo da vida cotidiana. O projeto Campo Futuro, desenvolvido em âmbito nacional pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, BM&F, CEPEA, Conab e, em Santa Catarina, Faesc, Senar e sindicatos de produtores rurais, é um exemplo.

A gestão financeira da propriedade rural deve receber a mesma atenção que as atividades de produção. As atividades que envolvem a gestão são bastante intuitivas, por isso, muitas vezes, não são encaradas de forma técnica.

Uma das principais dificuldades que o produtor enfrenta é a falta de informações gerenciais na sua propriedade. Hoje, ele tem acesso a dados técnicos e financeiros de diversos países, porém possui poucos registros de sua própria atividade. A

lém disso, o excesso de informações sobre o mercado, muitas vezes, dificulta a seleção do que realmente faz diferença na gestão do negócio. Todavia existem mecanismos que, quando bem utilizados, trazem bons resultados, como o preço futuro dos principais produtos agropecuários negociados em bolsa, como a BMF&Bovespa.

Se o produtor está no início da safra, mesmo sem atuar nesse mercado, ele consegue ter uma ideia do preço para o final da safra, mesmo sem atuar nesse mercado, ele consegue ter uma ideia do preço para o final da safra e, assim, calcular a sua rentabilidade potencial.

O projeto Campo Futuro levanta informações por meio de painéis realizados nas principais regiões produtoras. Consiste em uma reunião técnica in loco, com a participação dos agentes da cadeia produtiva (produtores, técnicos da agroindústria e representantes de lojas de insumos), para definição de uma propriedade modal. Após a realização dos painéis, as matrizes de custos e as informações sobre as receitas médias são atualizadas mensalmente pelas instituições parceiras.

No ano passado foram criados os Dias de Mercado eventos desenvolvidos nas regiões onde foram promovidos os painéis de levantamentos de custos de produção. A programação desses seminários segue uma lógica que apresenta a realidade da região, comparando-a com o resto do Brasil e destacando suas potencialidades e gargalos.

Na sequência, especialistas levam a esses produtores o que há de mais atual em cada cultura analisada. É assim, com informação e capacitação que o agronegócio brasileiro avança.

(*) José Zeferino Pedrozo é presidente da Faesc (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina)

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