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16/11/2014 09:00

Diálogo e conciliação para o bem do Brasil

Por Benedicto Ismael Camargo Dutra (*)

O mundo está lotado de predadores que sempre recolhem para si tudo o que suas mãos conseguem alcançar. Eles se julgam merecedores porque se acham mais espertos que os demais. Deixam um rastro de destruição por onde passam e sempre encontram cúmplices que se aliam na rapinagem. Julgando-se donos do mundo, rapinam tudo que tenha sido construído mediante grande esforço por aqueles que sonham com um futuro melhor para a humanidade.

Estamos recebendo de volta exatamente o que ajudamos a semear. Temos de sair do lodo formado ao longo dos 500 anos da história do Brasil, pela ausência de alvos nobres e elevados, o que poderia ter nos conduzido a um destino semelhante ao dos países da África, continuadamente explorados pelos predadores gananciosos e cheios de cobiça. Pouca coisa foi feita pela humanização e melhora das condições de vida, mas não se pode induzir as populações ao comodismo de dar dinheiro sem cobrar delas nada em contrapartida. Temos muito a fazer. Não será insuflando ódio contra o capital que vamos tirar o Brasil da situação semelhante àquela mostrada no filme Trash, que como no dizer do ator Wagner Moura, espelha a nossa vida no Brasil afetada pela corrupção e violência. A esperança deve vir do trabalho sério do governo, empresas e população.

O dinheiro passou a ser a razão do existir da maioria dos seres humanos, que perdendo a solidariedade, foram descuidando de tudo o mais, explorando a natureza e os semelhantes com desprezo e arrogância. No entanto, para que haja progresso, tem de ser eliminada essa lamentável ocorrência de dilapidação do patrimônio público e promovido o aprimoramento da democracia.

O momento é delicado. Precisamos de prudência e comedimento, pois os inimigos do Brasil estão à espreita de oportunidades para manter-nos no atraso. A vida é muito séria, não é um circo carnavalesco; é trabalho e honestidade. O povo e a elite do Brasil precisam se unir num projeto de evolução com honra e dignidade

Quando algo nos aflige, não podemos deixar que o pânico e o desespero tomem conta de nosso ser. Devemos manter o ambiente livre da influência dos pensamentos e sentimentos negativos. Acresce que estamos vivendo uma era de transformações. Tudo se torna mais difícil, porque de todos os lados predominam pensamentos e sentimentos negativos que nos sobrecarregam, roubando a paz interior. Temos que estar preparados para resistir aos vendavais purificadores que se aproximam vigorosamente, sem medo e sem ódio no coração.

Descuidadamente, permitimos o avanço da corrupção em prejuízo do progresso real. O poder tem sido disputado renhidamente sem preocupação com o futuro melhor; e todo o desmazelo com o país se espelha na poluição dos rios com lixo jogado pela população, e na secura das represas poluídas por esgoto: é a colheita ruim do atraso humano. Vamos todos cuidar do Brasil com seriedade. Governantes, oposição e empresários precisam dialogar visando o bem do país, não a sua divisão.

Faltou um plano de desenvolvimento sadio e de elevação da qualidade humana. É preciso ação e merecimento de todos através de uma vida com seriedade e trabalho. A construção de um futuro melhor só depende de nós, de nossa disposição para buscar os valores que consolidem o progresso e o desenvolvimento humano num país forte e autônomo. Devemos incentivar a conscientização e o bom preparo, para que saiamos do marasmo e alcancemos a progressiva evolução humana de forma continuada, pois se trata de um país destinado aos que querem compreender a realidade da vida e evoluir em paz, beneficiando e embelezando o maravilhoso planeta Terra.

(*) Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, e associado ao Rotary Club de São Paulo. Realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros “ Conversando com o homem sábio”, “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”, “O segredo de Darwin”, e “2012...e depois?”. E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7

 

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