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Campo Grande, Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019

30/05/2019 12:14

Dinheiro, fama e poder, você quer?

Por Leandro Torres (*)

Uma frase de Jim Carrey ressoa na mente: “eu acho que todo mundo deveria ficar rico, famoso e fazer tudo o que sempre sonhou, para que possa ver que essa não é a resposta". No fundo, essa frase nos faz pensar sobre uma das coisas que muitos, se não todos, gostariam de ter: o sucesso. Basta entrar no Google e digitar “sucesso” que você encontrará promessas de chegar até lá, fórmulas e vários passo a passos para chegar mais rápido. O sucesso é concebido como prêmio. Parece, no entanto, um prêmio que quando você o recebe e o segura, já não tem valor.

O sucesso hoje é muito ligado ao dinheiro, ao poder e à fama, ou, como muitos gostam de eufemizar, ao reconhecimento. Vivemos para isso. Vivemos para nos tornar alguém. Escutei muitas vezes “eu sou médico”; “eu sou engenheiro”; “eu sou doutor advogado”; mas, conto em uma mão quando escutei “eu sou feliz”. No processo de vida do indivíduo, conquistar, ser reconhecido, etc., é importante, mas devemos ter cuidado, pois a busca por dinheiro, poder e fama em excesso corrompem o indivíduo. Maquiavel estava certo quando mencionava que, para se conhecer um individuo, basta dar a ele algum poder.

Quem avança demais sem escutar a voz de dentro (a vocação), da alma, da ética da totalidade do indivíduo, corrompe-se e, por fim, perde o sentido de viver. Este sucesso é do “eu”, do “ego”, ele é uma ilusão narcisista, e está em todos os lugares: a famosa imagem do indivíduo escalando até o alto da montanha sozinho, todo próspero. Sucesso não é nada disso. Sucesso é coletivo e é um movimento eterno de ir para dentro de si e para fora de si, para baixo (erros) e para cima (acertos).

Sucesso é um caminho feito de fracassos que, assim como uma harpa, vão afinando nosso caminho de vida. Sucesso deve estar ligado à palavra sucessão, no sentido de: “como deixarei o mundo, a sociedade, para a próxima geração?”. Ou seja, não mais ligado ao “eu”, mas ligado ao “nós”, ao todo. Se entendermos isso, não precisaremos mais buscar com euforia (ou seja, o eu somente fora) o dinheiro, a fama e o poder. Como diz Gandhi: “quem não vive para servir, não serve para viver”.

(*) Leonardo Torres é doutorando em Comunicação e Cultura Midiática e pós-graduando em Psicologia Junguiana

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