A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

14/06/2011 10:45

Do eterno pão e circo, por Petrônio Souza Gonçalves (*)

Por Petrônio Souza Gonçalves (*)

É na miséria política, moral e ideológica do Brasil, que o Governo Federal lança programas, vai para rua, distribui pães no circo armado de nossa pobre vida diária. Transformaram o país em um imenso curral eleitoral. Quando mais pobre o povo, mais pão e voto, mais circo e espetáculo. As estratégias são sempre as mesmas, apenas mudaram o figurino, deram uma boa atualizada, uma boa maquiada.

Na ausência de políticas verdadeiras, inventam fatos, folguedos, para tudo ficar como sempre esteve, apenas assegurando a comida no prato; um melhor bocado. Depois disso, apenas a cesta, o descanso dos justos condenados. É o Brasil de antanho alimentado, o Brasil real adormecido; com a barriga cheia.

Chega de crer e alimentar esse país alquebrado, dividido, repartido, tendo um rio intransponível entre a parcela mais rica da sociedade e a mais pobre. É uma divisão infinita em condições e oportunidades.

No entanto, o Brasil de barriga cheia, domesticado e aliciado, fica calado, enquanto alguns poucos vendem projetos contabilizando futuras comissões dos que estão pré-marcados para distribuir alimentos, cartões, e outras coisinhas mais... É a pobreza redentora, que faz a multiplicação em 20 vezes ou mais, dos que distribuem pães, enquanto suas vidas são um circo armado de alegrias, frustrações e pecados.

Esse é o Brasil real, o Brasil arrendado por governos que fizeram da pobreza, da miséria, sua profissão de fé, assegurando eleições e cargos, comissões e doações, indicações e conchavos. Tudo, com os mais populistas discursos, com os mais animados comícios.

Não pensam em governar uma nação, mostrar um caminho, prover o desenvolvimento e progresso do país. Mas sim, administrar poderes, arranjar cargos, restringir o crescimento e desenvolvimento do povo para continuar mandando, dando as cartas, dominando a nação de pobres alienados, inocentemente servis. Alugar o parvo é mais barato, diante da limitada visão e mentalidade dos nossos equivocados governantes. São uns atrasados...

Assim, vai ficando o Brasil com a cara deles, com o jeito deles, um país do vale tudo, dos espertos, dos larápios. Um país sem amor próprio, preocupado mais com o quanto que vai ganhar do que o tanto que irá ser. Eles escolheram enriquecer. Nós, apenas, o dever de sobreviver.

(*) Petrônio Souza Gonçalves é jornalista e escritor.

Como reconstruir o Brasil
A desconstrução do Brasil começou com o descuido no preparo das novas gerações e na aceitação da corrupção endêmica. E como regredimos! As famílias c...
'TransBalho'
Sem dúvida nenhuma o trabalho é um importante elemento da dignidade. Não é meramente um meio de subsistência, apesar de muitos inconscientemente o di...
A saída dos Estados Unidos e de Israel da UNESCO
Os governos dos Estados Unidos e de Israel declararam que irão se retirar da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cul...
O papel do Engenheiro Agrônomo no mundo contemporâneo
O Brasil vem experimentando uma profunda transformação em sua agricultura, antes baseada na produção de café e cana-de- açúcar. Enquanto exportávamos...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions