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05/10/2012 06:59

Estágio para qualificar

Luiz Gonzaga Bertelli (*)

O Brasil vive uma situação sui generis na sua história. Após um longo período no qual o desemprego e as perspectivas de trabalho eram a grande preocupação da população economicamente ativa, hoje as condições se inverteram de tal forma que o emprego existe, porém o que falta é mão de obra qualificada para assumir esses postos de trabalho. Turbinado pelas perspectivas positivas de emprego geradas pelos megaeventos esportivos da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, o município do Rio de Janeiro apresentou, segundo dados de maio do IBGE, uma taxa de desemprego de 4,7% – índice de dar inveja a muitas nações desenvolvidas. A estimativa é que haja 150 mil pessoas desempregadas na metrópole fluminense. No entanto, o mercado possui praticamente o mesmo número de vagas abertas e esse não é um paradoxo exclusivo dos cariocas; é uma tendência já verificada em outras cidades como São Paulo e várias capitais do Nordeste (região que mais cresce hoje no país).

Para capacitar melhor nossos estudantes e aumentar a empregabilidade dessa parcela da população, é importante que os governos incentivem um ensino público de qualidade, desde a educação básica até o ensino médio, com um conteúdo programático moderno e condizente com as necessidades atuais do mercado de trabalho, que amplie as práticas didáticas, utilizando o que as novas tecnologias podem proporcionar para o aprendizado.

Para o jovem do ensino médio, técnico, tecnológico e superior, o estágio é um dos fortes aliados para a capacitação. É por meio dele que o estudante aproxima os conteúdos teóricos da prática profissional, aprende conceitos, valores e modelos atitudinais que não são ensinados nas escolas ou universidades e amadurecem, ganhando respeitabilidade social.

Ao sair do curso, grande parte dos estagiários já estará contratado, pela excelência do aprendizado. Aqueles que, por essa ou aquela razão, não tiverem a oportunidade da efetivação estarão, da mesma forma, aptos a buscar seu espaço no mercado de trabalho, vencendo a guerra da concorrência contra aqueles que estão com o diploma na mão, mas não têm a experiência valorizada no currículo. O momento é oportuno para os jovens. Agora é aproveitar e se qualificar para aproveitar as facilidades que estão colocadas nas vitrinas das grandes cidades.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente Executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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