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Lagosta, bacalhau, vinhos e uísques aos onipotentes do STF

Por Júlio César Cardoso * | 18/05/2019 08:00

O Brasil é terminantemente um país irremediável, onde o Judiciário, montado sobre pilhas de privilégios e mordomias, desrespeita solenemente a preocupação moralizadora dos artigos 5º e 37 da Constituição Federal, ou seja, respectivamente, tratamento igualitário para todos e os princípios da moralidade e impessoalidade.

De fato, o STF está se lixando com a patuleia brasileira, que passa fome e que é numerosa.

Pois bem, de onde se espera que o sentimento de respeito, consideração e justiça brote como água na fonte, eis a aqui a grande decepção ao ler a notícia de que o desembargador Kassio Marques, do TRF1, suspendeu a medida liminar que barrava a compra de itens de luxo como lagosta, bacalhau, vinhos, uísques etc. pelo STF. Argumentou que “a dignidade” da Corte exige essas iguarias.

E com a dignidade dos pobres trabalhadores brasileiros, espoliados com a cobrança de alta carga tributária, o “ilustre” desembargador e o STF não se preocupam? Falta dinheiro para a educação, saúde e segurança, mas não falta para bancar o faustoso banquete de comensais no STF. Em tempos de ajustes fiscais, em que país maravilhoso pensam que estão os senhores ministros da Suprema Corte? E depois os ministros querem exigir respeito da sociedade?

O Brasil precisa de um portentoso choque de moralidade e respeito nas áreas da administração pública. Não sabemos mais a quem apelar. Se o povo não se convencer de que unido e sem bandeira partidária pode fazer pressão para que o país trilhe pelos caminhos do respeito, da moralidade, da justiça etc., então, não haverá alternativa positiva para o Brasil. E aqueles que puderem, lamentavelmente, vão embora daqui.

* É servidor federal aposentado

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