A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

02/07/2016 09:00

Mantenha os faróis acesos, mesmo durante o dia

Keller Rodrigues (*)

Agora é lei. Os motoristas que trafegam em rodovias devem manter os faróis acesos, em luz baixa, mesmo durante o dia. A determinação legal foi publicada pelo Diário Oficial da União no dia 24 de maio.

A nova lei entra em vigor no próximo dia 08 de julho. Até lá, é fundamental que os usuários de rodovias acostumem-se a trafegar com os faróis dos veículos acionados.

A proposta não é gratuita. Visa aumentar a segurança nas estradas com base em exemplos de vários países, em que a obrigatoriedade já é lei há décadas. E só virou lei porque efetivamente salva vidas.

O conceito básico é que os faróis acesos durante o dia aumentam a visibilidade dos veículos, reduzindo o risco de acidentes.

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) já recomendava a adoção dos faróis acesos desde 1998, tanto que publicou uma resolução nesse sentido. Mas poucos motoristas aceitaram a recomendação. Como não era lei, ficou por isso mesmo.

A partir de julho, o não cumprimento da determinação legal será caracterizado como infração média, o que implicará em multa de R$ 85,13, mais quatro pontos na carteira de habilitação.

Nas rodovias do Grupo CCR, são comuns as campanhas que defendem o uso de faróis acesos mesmo durante o dia. Nossos técnicos e engenheiros de segurança de trânsito sabem da efetividade dessa medida na prática.

Um veículo com os faróis acesos pode ser visualizado a uma distância de até 3 quilômetros nas retas. Faróis acesos permitem a pedestres, ciclistas e outros motoristas avaliarem melhor a velocidade e o movimento dos veículos.

Com faróis acesos, os veículos são até 60% mais visíveis, o que pode evitar colisões frontais em pistas simples. O aumento da visibilidade, facilita a frenagem em tempo adequado e oferece melhores condições para agir com antecipação, para evitar acidentes.

Isso significa que, em dias de neblina ou chuva, em rodovias como a BR-163/MS, os faróis acionados permitem melhor visualização do veículo que segue em sentido contrário.

A mídia vem apresentando depoimentos e manifestações de populares contrários à exigência da nova lei. É compreensível. Quando tornou-se obrigatório o uso do cinto de segurança, também houve reclamações. Com o tempo, provou-se sua importância.

Alguns motoristas dizem que a utilização de faróis acesos durante o dia aumentaria o consumo de combustível e diminuiria a vida útil do sistema de iluminação dos veículos.

Não custa argumentar. Temos que buscar cada vez mais segurança no trânsito, custe o que custar. Um acidente custa muito mais caro do que eventuais (e questionáveis) gastos representados pelo uso de faróis durante o dia. Melhor gastar lanternas do que vidas.

Em 2009, a OMS (Organização Mundial da Saúde) contabilizava 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito no mundo só naquele ano. Não há como quantificar a dimensão dessa tragédia.

Os acidentes naquele ano também provocaram sequelas em mais de 50 milhões de pessoas que se feriram, mas sobreviveram. O custo social desses acidentes girou em torno de US$ 518 bilhões por ano.

Imagine um pai de família que morre ou fica debilitado em acidente. Essa família vai sofrer não só do ponto de vista emocional, o que não é pouco. Vai viver o sacrifício financeiro pela perda de renda. Vai gastar muito mais com medicamentos, terapias e equipamentos (nos casos de reabilitação).

O mercado de trabalho também sofrerá impacto. A expertise de um trabalhador bem treinado se perde quando ele não pode mais trabalhar. Sua substituição vai custar meses de treinamento.

Portanto, não vamos economizar com segurança. Acenda os faróis dos seus veículos mesmo durante o dia. Pois o que importa não é a multa, mas o respeito à vida.

(*) Keller Rodrigues é engenheiro civil especializado em engenharia e segurança rodoviária e gestor de Interação com o Cliente da CCR MSVia

ICMS e agrotóxicos: um exemplo de lucidez em meio ao caos
O amplo conjunto de ações impostas em 2019 por governantes brasileiros no sentido de fragilizar a proteção ao meio ambiente não tem paralelo na histó...
Compliance: benefícios práticos nas empresas
Um dos principais patrimônios de uma organização é, sem dúvidas, sua reputação, que pode ter impacto tanto positivo como negativo nos negócios. Indep...
Um olho no peixe, outro no gato
O agro brasileiro poderia ser bem mais assertivo em sua comunicação com os mercados, aqui e no exterior. Falar mais das coisas boas que faz, seguindo...
Como transformar a nossa relação com a natureza?
Falar em meio ambiente não é algo abstrato. Se traduz no ar puro que respiramos, na água que bebemos e na fauna e flora que nos cercam. Somos depende...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions