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Campo Grande, Domingo, 13 de Outubro de 2019

12/05/2018 11:36

Não basta conquistar, é preciso manter

Por Pamela Camocardi*

Não são raros os amores que começam fervorosos e acabam mais gelados que um iceberg e o motivo, acredite, não é nada surpreendente: as pessoas esquecem de manter o relacionamento que conquistaram.

Conquistar não exige muito esforço. Um pouco de paixão (acompanhada de corações acelerados, ligações diárias e saudades excessivas), de charme e romantismo conseguem isso. Mas, para manter um relacionamento as pessoas precisam de doses cavalares de paixão, amor incondicional, respeito, vontade e o mais importante: disposição para fazer dar certo.

Para começo de conversa, é necessário entender que um relacionamento possui duas vertentes: o amor e a paixão. E sim, são dois sentimentos diferentes e paralelos e, por isso, tantas pessoas os confundem. Enquanto o amor é definido pelo companheirismo, pela parceria e pela cumplicidade, a paixão á formada pelo contato da pele, pelo olhar e pela admiração. E, não, um não supre o outro.

Quando amamos temos medo de perder. Protegemos. Cuidamos. Como diz Carpinejar: “porque amor é justamente isso, é ficar inseguro, é ter aquele medo de perder a pessoa todo dia, é ter medo de se perder todo dia. É você se ver mergulhado, enredado, em algo que você não tem mais controle.”

O amor é o mais perfeito antídoto contra o egoísmo que existe. Quando amamos, de verdade, aprendemos a dividir um espaço na cama, a chave do carro, o controle da TV… a vida! E a paixão faz você ter prazer em fazer tudo isso! A paixão nos faz sentir vivos, alegres, completos. Gabriel García Marquez tinha um dos mais sensatos pensamentos sobre a paixão: “como provar aos homens o quanto estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem, justamente, quando deixam de se apaixonar?!”

O problema está em manter o que foi conquistado. Existe uma grande ilusão, criada pela sociedade, de que tudo o que foi conquistado é nosso por direito. Grande erro! Passou no concurso? Não precisa mais estudar! Casou? Não precisa mais se preocupar com a aparência. Comprou uma casa? Não precisa mais economizar. Que ilusão!

A grande verdade é que, grande parte das mulheres nunca sabem o que querem e, dos homens, é que nunca valorizam o que já possuem. Amor exige extremo cuidado e atenção diária. Não dá para, depois de uma briga, dormir em camas separadas, nem ficar sem conversar por dias, tão pouco provocar ciúmes achando que isso irá apimentar a relação.

É preciso cuidar do que nos é sagrado! Amor é coisa para gente grande. Grande de idade, alma e espírito. Drummond em toda a sua sabedoria dizia que não podíamos permitir que a rotina nos cegasse a ponto de não enxergarmos o essencial: “por isso, preste atenção nos sinais – não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.”

As pessoas se perderam um pouco nesse conceito de independência. Conquistamos o nosso espaço no mundo, atuamos em carreiras profissionais diversas, somos livres para decidir se queremos ou não casar, mas ainda continuamos carentes de amor. Não sabemos dar e receber afeto. Não sabemos amar sem ter ciúmes, não sabemos casar sem ter um papel que indique posse. Simplesmente, não sabemos!

Amor vai além de tudo isso. Amor é quando, mesmo sem precisar de ninguém para pagar seus boletos, nem opinar sobre sua vida, você deseja estar ao lado de alguém especial. Alguém disposto a fazer dar certo, sem neuras, sem traumas e sem cobranças. Resumindo: um companheiro de vida. De vida toda!

São esses os sentimentos que nos fazem começar uma história. E são eles que nos deveriam motivar a continuar. Então, pense bem…o amor pode sim acabar, mas isso, meu caro, quem decide é você.

*Pamela Camocardi é criadora e colunista do site o site ¨Entrelinhas Literárias¨

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