A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

14/08/2011 07:39

PAI, por Nelson Vieira

Por Nelson Vieira (*)

É importante a lembrança de homenagear o Pai, em um determinado dia do ano (de preferência no seio familiar), uma praxe em nossos dias. Embora, entendemos que o Pai deve ser amado e respeitado diariamente, assim como a Mãe. Aliás, eles se complementam.

Pai implica em responsabilidades, atenção diuturna para com os filhos, em especial nos dias de hoje. Não, que no passado fosse tão diferente. É que, atualmente há mais facilidades à mão, acompanhadas de violências, e de onde menos se esperam desencadeadas por diferentes motivos, muitos dos quais alheios a nossa vontade.

Feliz o filho que o Pai está próximo, que possa vê-lo constantemente. O Pai presente é um eterno conselheiro, o melhor amigo, companheiro de todas as horas, principalmente nas mais difíceis e “paitrocínio” tantas vezes, que até perdemos a conta, uma dívida impagável, daquelas “de pai para filho”.

Com relação ao Pai que partiu desta para outra, resta a saudade, os exemplos deixados pelo mesmo, incrustados no “EU” de cada filho, proporcional a sua sensibilidade. E, fica o questionamento: fui um bom filho? Por isso, dê o melhor de si hoje, porque amanhã poderá ser tardio.

O filho quando pequeno tem no Pai um herói, espelho a refletir imagens, as quais o filho sente necessidade de imitar, por ter o paradigma a sua frente. Vejam a importância de ser PAI (com letras maiúsculas), em cujo filho é depositada a esperança de um porvir melhor.

Quantas vezes o Pai é ou foi incompreendido, em face de não poder atender o desejo do filho, devido a impedimentos circunstanciais. Não vamos longe, tomemos como exemplo: um não proferido pelo Pai, quando se queria o sim. “Um desastre”. Acontece que, dizer “não”, se faz necessário em algumas oportunidades, até como forma de amor. Coisas que, só serão compreendidas com o passar do tempo.

A conquista da confiança do filho é algo fundamental. Ao estar em dificuldades, é bem provável que procurará em primeiro lugar o Pai. Caso contrário buscará socorro em terceiros. Podendo daí advir prejuízos irreparáveis, irreversíveis, em virtude da desobrigação desses em promover orientação condigna. A falta de palavras orientadoras, no momento certo, pode torná-lo presa fácil de pessoas voltadas aos vícios.

Convém ressaltar que, a figura do pai não está somente centrada no pai biológico e sim naquela pessoa dotada de amor, carinhosa, prestativa e atenciosa para com seus filhos, sejam eles legítimos ou adotivos.

Todo o Pai quer o melhor para o filho, por analogia todo o jardineiro que se preza também pensa dessa maneira, relativo ao jardim ou pomar, onde cada plantinha é um (a) “filho (a)”. Ele começa por semear.

A semente germina, desenvolve, precisa ser aguada. Vai crescendo, é pequenina, necessita de amparo para se manter ereta. Cresceu, tem floradas e a seguir produz frutos, bons ou ruins. Então, para que a planta seja de qualidade, dependerá de intenso cuidado do seu patrono, o jardineiro. Assim, também o Pai está para o filho.

O Pai precisa ser amigo do filho. Disponibilizar tempo na agenda com o fito de manter diálogo, sempre que viável. Demonstrar interesse o que é muito importante, pois que não basta dotá-lo disso ou daquilo. O filho tem necessidade de conversar, trocar idéias, mesmo quando rotula o Pai de “careta” ou de “quadrado”, no estágio de querer “alçar vôos com as próprias asas”, período que “tudo sabe”.

E quando atinge a maioridade, “filho criado, trabalho dobrado”. Nas conversas os pais seguidamente, saem com este dizer: “filhos, só mudam o endereço”. Claro, é uma força de expressão, que é muito comum nos relacionamentos familiares, guardadas as proporções e exceções à regra.

Agora, é magnífico constatar a alegria do Pai, quando vê que seu esforço foi compensado, que valeu a pena o sacrifício, ao ver o filho encaminhado na vida, cônscio de suas obrigações, membro ativo na sociedade. É esse o desejo do (s) Pai (s), e sentir a conquista, a vitória de mais uma batalha na peleja da vida, é indescritível.

Se somos o que somos parte se deve a um dos baluartes da família, o Pai. Por mais que façamos em seu benefício, ainda estaremos em débito.

Para os Pais fica o registro da nossa eterna gratidão.

Ao Pai Supremo o nosso agradecimento pelas dádivas recebidas.

Amém.

(*) Nelson Vieira é membro da Academia Maçônica de Letras de Mato Grosso do Sul - visonel@uol.com.br).

O “Lado B” da delação premiada
Embora não seja novo no nosso Direito, é fato que o instituto da “delação premiada” passou a ser muito utilizado somente após a regulamentação que lh...
Inteligência espiritual
Parece-me que há alguns estudiosos de psicologia que costumam misturar ciência com religião, duas atividades mentais bem distintas, com metodologias ...
A regulamentação do Lobby no Bra
Desde 1989 o Projeto de Lei do Senado que propõe regular a atividade de Lobby no Congresso Nacional, PLS 203/89 de Marco Maciel (DEM- PE), está no Co...
Desarranjo planetário
Enfrentamos um desarranjo global na gestão pública. Os líderes se afastam da ideia de que são responsáveis por imprimir melhora geral na qualidade hu...



Parabens Nelson, pela bela e lógica maneira como expressou sua opinião em questão de relacionamento entre pai e filhos, sou pai, sou avô, faço minha as suas palavras, não há nada mais importante que o diálogo entre familia, coisa esta que a cada dia esta se deteroirando, por conta das ilusões de épocas, mas deixo aqui minha mensagem a todos os pais procure mostrar a seus filhos sempre, os valores morais de cidadão, começando cedo nos primeiros passos e sempre acompanhando o dia a dia , suas companhias, seus habitos, seus comportamentos. Buscando tambem encaminha-los a religiosidade, pois só Deus nosso criador poderá nós ajudar na construção de um mundo melhor; Que Deus abençoe a todos os pais.
 
porfirio vilela em 14/08/2011 09:22:14
maravilhoso
é tudo que eu gostaria de dizer mas não encontro as palavras certas.
obrigado sr.nelson
 
josé abdon saturnino em 14/08/2011 08:11:05
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions