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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

09/08/2019 08:04

Previdência Privada: o investidor é o próprio gestor

Por Celso Ronaldo Raguzzoni Figueira (*)

A Reforma da Previdência está em votação e a população parou para pensar e fazer as contas de como será a aposentadoria. E a grande constatação é que pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) o benefício não é suficiente para manter o padrão de vida atual.

E o que pode ser feito? Uma das alternativas é a contratação de uma previdência privada. Para quem pretende optar por isso, as modalidades mais conhecidas são o PGBL e o VGBL. A primeira é recomendada para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda (IR), pois possibilita que até 12% da renda tributável possa ser deduzida da base de cálculo do IR. Já o VGBL oferece a vantagem de, no momento do resgate, ter a tributação somente sobre a rentabilidade.

Os planos de previdência privada atendem aos mais diversos perfis de investidor, desde o conservador ao mais arrojado. Além disso, é possível aderir à previdência privada em qualquer faixa etária. Porém, quanto mais cedo iniciar esse planejamento, menor será o esforço necessário para acumular uma reserva suficiente para suprir as necessidades no futuro. O Sicredi oferece planos de previdência privada com o valor mínimo de contribuição mensal de R$ 50.

Vale ressaltar que o investidor é o próprio gestor, podendo aumentar a contribuição mensal, fazer aportes, interromper, e etc. Claro, que todas as alterações têm impacto no fundo de capital. Inclusive escolher a idade para se aposentar, independente de homem e mulher, ter o benefício por 10 anos ou vitalício, ou até resgatar.

Outra vantagem é que a previdência privada não entra no inventário, auxiliando a família caso ocorra o falecimento do investidor. Qualquer pessoa pode adquirir o produto, até crianças, desde que já tenha CPF.

É importante ficar atento as taxas de administração para que evitar que elas corroam os rendimentos. As cooperativas de crédito são alternativas interessantes, uma vez que possuem taxas médias menores que as do mercado e geram participação nos resultados da instituição.

É importante destacar que a previdência privada tem o caráter de ser um complemento. Por isso, é necessário manter o pagamento ao INSS, se você já for cadastrado no sistema. É um produto que também pode ser uma alternativa para profissionais autônomos ou freelancers que não contam com uma renda fixa e, consequentemente, com contribuições regulares.

(*) Celso Ronaldo Raguzzoni Figueira é presidente da Central Sicredi Brasil Central.

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