A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 13 de Outubro de 2019

28/04/2012 09:31

Um jogo de xadrez

Por Rosildo Barcellos (*)

13 de maio de 1988...começa o jogo. É um jogo de xadrez.

Mas que por mão mágica é movida. No entanto:os brancos saem na frente

Invejo a lucidez desse jogo porque mesmo não tendo toda a

decisão tenho a capacidade de influenciá-lo. E depois mais cedo ou

mais tarde tenho de aprender a respeitar a ordem natural das coisas e

mudar as peças para que joguem ao meu favor.

Mas acredito que na vida, apesar de tudo, a verdade e a

justiça sempre acabam por triunfar e sem pestanejar prossigo o ato, o

jogo continua...as peças pretas saem loucos para atingir a última

linha. sabe-se apenas que se regras forem violadas há o risco do peão

não chegar . Chega a hora de reunir o necessário e esquecer o

acessório conduzindo o destino de cada peça. Começo a perceber uma

regra de continuidade e de respostas em cada jogada. É o nosso

cotidiano.

Aprender a mover as peças é entender que dois exércitos

se enfrentam. São peças pretas contra as peças brancas e peças

brancas contra peças pretas e cada jogador tem 16 delas. Essa é a

nossa única diferença:não sabemos quanto tempo temos,quantos dias

teremos e não sabemos se obteremos chance de consertar o mal que

fizemos ou identificar qual foi a nossa “jogada errada” . Mas o

objetivo é o mesmo : fazer com que ao final o rei adversário fique sem

saída e abdique...é o xeque-mate.

Na vida real cada decisão nossa é um xeque-mate. Mas

algumas regras são importantes saber ! Por exemplo:uma pedra preta

será sempre uma pedra preta mas isso não interfere no jogo pois não

são somente as brancas que ganham. Um outro exemplo é o movimento do

cavalo: muitas vezes devemos desviar de algo para atingir nosso objetivo

e depois um terceiro exemplo: um peão que vira dama mesmo com toda a

movimentação diferenciada pode “morrer” nas mãos de uma outra

peça, mesmo que seja um imoderado e simples peão.

É assim é a nossa vida, tal qual um jogo de xadrez, nossas

idas e vindas, nossos problemas atribuladores a enfrentar. O jogo não

acaba sem angústia e sem perdas para ambos os lados. Cada ato nosso é

mais uma jogada, a favor claro do brilhantismo do jogo; a favor do

realce de matizes da vida, limites traçados para o amor em preto e

branco. 13 de maio de 2012; fim do jogo? Talvez? Entretanto um grande

fato nunca devemos esquecer ... o movimento de uma pedra interfere no

movimento das outras. E sem dúvida nenhuma o mais importante é a

surpresa do "Gran Finale" que particularmente me encanta: pedras brancas

e pedras pretas;a toda poderosa rainha, a esnobe torre,o filantropo

Bispo ou o humilde peão, sem outra alternativa, voltam para a mesma

caixinha!

(*)Rosildo Barcellos é articulista e Professor Da UCDC

As lições a serem aprendidas com o lago do Parque das Nações Indígenas
“Nesta terra molhada”, após 5 meses com inúmeras iniciativas, do governo e sociedade, o lago artificial do Parque das Nações está voltando a produzir...
Gestão pública é o caminho contra a corrupção
A corrupção é pré-requisito do desenvolvimento, já dizia Gunnar Myrdall, Prêmio Nobel de Economia, em 1974. Ou seja, esse mal é algo comum e enraizad...
A virtude da temperança
Não haverá Paz duradoura enquanto prevalecerem privilégios injustificáveis, que desonram a condição humana, pela ausência de Solidariedade, que deve ...
MS: Um novo salto de desenvolvimento
A história de Mato Grosso do Sul não é uma linha reta. Ela vem sendo escrita, no curso do tempo, por diferentes protagonistas, por meio de um caminho...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions