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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

31/05/2019 12:00

Alvo de operação da PF, preso vem de Mossoró e vai a júri hoje em Naviraí

Réu integra família denunciada por atuar como “máfia” em Mundo Novo e ligações com o PCC

Aline dos Santos
Família ficou conhecida em Mundo Novo por alto padrão de vida, incluindo Ferrari Amarela. (Foto: Reprodução/Facebook)Família ficou conhecida em Mundo Novo por alto padrão de vida, incluindo Ferrari Amarela. (Foto: Reprodução/Facebook)

Preso em operação da PF (Polícia Federal) contra o tráfico de drogas, Douglas Alves Rocha veio de Mossoró (Rio Grande do Norte), onde é interno da penitenciária federal, para ser julgado hoje em Naviraí por homicídio. O crime foi em Mundo Novo, mas o TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) autorizou a transferência do julgamento.

No pedido de desaforamento, o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) alegou o medo dos moradores de Mundo Novo em atuar no júri popular. Conforme a PF, ele é membro de uma família que atuava como “máfia” na cidade.

O julgamento acontece nesta sexta-feira e tem previsão de término no fim da tarde. O Fórum de Naviraí teve reforço na segurança, com equipe da Polícia Federal.

Douglas Alves Rocha é acusado de matar Eleutério Coleoni Camargo, contratado para executar seu cunhado Jeferson Molina, que foi assassinado em 2017. Jeferson é filho do policial militar Silvio Cesar Molina Azevedo, também preso Laços de Família e apontado como líder da organização que mantinha relações comerciais (venda de maconha) com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando a Capital). Um dos exemplos do poderio financeiro era a Ferrari amarela, propriedade da família.

Conforme o processo, na noite de Réveillon, virada do ano de 2014 para 2015, Douglas e Eleutério, moradores, respectivamente de Mundo Novo e Serra (Espírito Santo), encontraram-se por acaso em frente à igreja católica, na área central da cidade. Como se conheciam, a conversa virou um convite para ir a casa de Douglas.

No diálogo, a vítima teria confessado que, na verdade, estava em Mundo Novo não para passar férias, mas sim porque tinha sido contratado para executar duas pessoas na cidade, sendo uma delas Jeferson Molina.

Desconfiando que o segundo alvo com morte encomendada poderia ser ele, Douglas dirigiu-se até o sofá da sala, de onde retirou uma pistola e efetuou oito tiros. O autor fugiu do local em um veículo Azera de cor preta, levando a arma do crime.

Pessoalmente – Após a mudança do julgamento de Mundo Novo para Naviraí, a Justiça havia determinado que o réu acompanhasse o júri popular por meio de videoconferência, medida para redução de custos. Contudo, a defesa exigiu a presença do réu.

No processo, o advogado Fábio Trad afirma que o Estado tem o dever de assegurar ao réu preso o exercício pleno do direito de defesa, sendo irrelevantes as alegações do poder público sobre dificuldade ou inconveniências. “Uma vez que razões de mera conveniência administrativa não têm e nem podem ter precedência sobre as inafastáveis exigências de cumprimento e respeito ao que determina a Constituição”.

Hoje, Trad disse ao Campo Grande News que espera que seja feita Justiça e que não há problema de o julgamento ter sido transferido de cidade. “Entendemos que os jurados vão julgar de forma imparcial”, afirma. A acusação é feita pelo promotor Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior, de Dourados.

Viatura da PF em frente ao Fórum, em Naviraí (Foto: Edilson Oliveira/Sul News)Viatura da PF em frente ao Fórum, em Naviraí (Foto: Edilson Oliveira/Sul News)
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