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Anvisa manda recolher molho de tomate com pedaços de vidro

Produto teve a comercialização, distribuição, importação e consumo suspensos em todo o País

Por Gabriel Neris | 08/01/2026 09:38
Anvisa manda recolher molho de tomate com pedaços de vidro
Molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia suspenso pela Anvisa (Foto: Granoro/Reprodução)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou na quarta-feira (7) o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro. O produto teve a comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo suspensos em todo o país.

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A Anvisa determinou o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, após alerta da União Europeia sobre a presença de pedaços de vidro no produto. A comercialização, distribuição e consumo foram suspensos em todo o país. A agência também ordenou o recolhimento de lotes do suplemento Neovite Visão, da Bausch Lomb, por uso não autorizado de ingredientes, e de suplementos da Ervas Brasil Indústria, que operava sem licença sanitária e fazia propaganda irregular de benefícios não comprovados.

A decisão foi tomada após alerta da RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed, Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações), da União Europeia. Segundo a notificação, o lote do molho importado para o Brasil continha pedaços de vidro, risco óbvio à saúde do consumidor.

Além do molho, a Anvisa também determinou o recolhimento de lotes do suplemento Neovite Visão, voltado à saúde ocular, fabricado pela BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb). A medida atinge exclusivamente os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072, que ficam proibidos de ser fabricados, comercializados, distribuídos, importados, divulgados e consumidos.

De acordo com a agência, os produtos foram fabricados com Capsicum annuum L., fruto da páprica, ingrediente não autorizado para uso em suplementos alimentares como fonte de zeaxantina. Também foi constatado excesso de Caramelo IV, corante cujo limite máximo permitido foi ultrapassado. A própria empresa comunicou o recolhimento voluntário dos lotes, o que indica que o problema foi identificado internamente antes de uma apreensão forçada.

Outra frente da fiscalização atingiu a Ervas Brasil Indústria Ltda. Os suplementos Vitamina C Sucupira com Unha-de-gato Ervas Brasil e Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil devem ser apreendidos e retirados do mercado. Assim como nos demais casos, ficam proibidas a fabricação, venda, distribuição, divulgação e consumo.

Segundo a Anvisa, a empresa não possui Licença Sanitária nem Alvará de Funcionamento, utilizou ingredientes não autorizados e ainda fez divulgação irregular, atribuindo aos produtos benefícios terapêuticos e de saúde sem comprovação científica.