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Após alta, advogado preso por matar namorada é transferido para Capital

Alexandre França Pessoa, de 42 anos, é suspeito de feminicídio e ficará em cela do Presídio Militar

Por Anahi Zurutuza | 16/05/2021 11:15
Alexandre França Pessoa, de 42 anos, durante socorro numa das vezes que passou mal (Foto: Marcos Donzeli/Nova Notícias)
Alexandre França Pessoa, de 42 anos, durante socorro numa das vezes que passou mal (Foto: Marcos Donzeli/Nova Notícias)

Principal suspeito de matar a namorada e jogar corpo em milharal, o advogado Alexandre França Pessoa, de 42 anos, ficará em cela do Presídio Militar de Campo Grande. No fim da manhã deste domingo (16), o preso deixou o Hospital da Cassems de Nova Andradina em viatura da PM (Polícia Militar).

Desde que foi preso, no dia 2 de maio, Alexandre passou mal duas vezes. Primeiro foi internado em Dourados, quando teve uma crise de hipertensão logo após a prisão. No dia 6, conforme apurado pelo Campo Grande News, o advogado foi levado à Delegacia de Nova Andradina para ser ouvido, porém se reservou ao direito de ficar em silêncio. Pouco tempo depois, começou a passar mal, foi socorrido com dores no peito e pressão alta e encaminhado ao Hospital da Cassems da cidade, sob escolta.

A Justiça já havia decidido pela transferência do suspeito para a Capital, onde há alojamento adequado para profissionais do Direito, que têm o direito, por segurança, de não ficara junto com presos comuns. Ele teve pedidos de liberdade negados pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Advogado deixou hospital em viatura da PM (Foto: Murilo César)
Advogado deixou hospital em viatura da PM (Foto: Murilo César)

Femicídio - O corpo de Fernanda Daniele Santos, de 36 anos, foi encontrado no dia 29 de abril, por volta das 6h20, em plantação de milho perto da MS-276, entre Nova Andradina e Batayporã.

Fernanda foi degolada e o corpo arrastado para o local. A principal suspeita da polícia é de que o crime tenha motivação passional, contudo, as circunstâncias do feminicídio ainda estão sendo apuradas.

Também não está descartada a participação de outra pessoa no crime. A polícia chegou até o advogado depois de encontrar prints de conversas dele com Fernanda armazenadas no notebook da vítima.

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