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Cidades

Após fraude do Master, TCE endurece regras para aplicações das previdências

Municípios devem identificar investimentos com risco e fazer o reconhecimento contábil de perdas

Por Lucia Morel | 16/04/2026 15:18
Após fraude do Master, TCE endurece regras para aplicações das previdências
Fachada do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul no Parque dos Poderes. (Foto: Divulgação)

Depois da fraude do Banco Master, que maquiou rendimentos de aplicações financeiras que foram realizadas por diversos institutos de previdência municipais, inclusive de Mato Grosso do Sul, o TCE/MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) publicou uma Orientação Técnica aos Jurisdicionados, sobre as diretrizes para investimentos dos RPPS (Regimes Próprios de Previdência Social).

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O TCE/MS publicou uma Orientação Técnica aos Jurisdicionados com diretrizes para investimentos dos Regimes Próprios de Previdência Social, após a fraude do Banco Master, que afetou institutos de previdência municipais de Mato Grosso do Sul. A medida exige que gestores identifiquem ativos com risco, registrem perdas contábeis e garantam transparência nas demonstrações financeiras. O descumprimento das normas pode resultar na responsabilização dos gestores municipais.

A medida visa estabelecer critérios para a aplicação dos recursos previdenciários, exigindo que gestores identifiquem ativos com risco e façam o reconhecimento contábil de perdas conforme as normas do setor público. A transparência na divulgação desses dados nas demonstrações contábeis passa a ser obrigatória para permitir o controle dos recursos.

A escolha dos bancos é também ponto importante porque deve ser criteriosa, assim como a de gestores e de ativos. "O TCE/MS recomenda a verificação prévia do histórico, da solidez patrimonial e de eventuais riscos reputacionais, além da consulta a órgãos reguladores antes da tomada de decisão", cita nota da Corte.

Sobre os investimentos, estes precisam ser precedidos de análises que comparem diversificação, liquidez, prazos e custos antes de qualquer decisão. Todo o processo de escolha deve ser formalizado com registros que fundamentem a aplicação em relação ao pagamento de benefícios futuros.

O acompanhamento dessas aplicações deve ocorrer de forma constante, com a avaliação do desempenho e do risco de cada ativo. Essas medidas buscam a proteção das reservas previdenciárias e o equilíbrio das contas. As regras já produzem efeitos e a omissão ou o descumprimento das normas pode resultar na responsabilização dos gestores municipais.

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