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Cidades

Após uma semana de impasse, Jamil Name Filho é transferido para Mossoró

Transferência de Jamilzinho foi determinada após descoberta de plano de execução de delegado da Polícia Civil

Por Silvia Frias e Marta Ferreira | 05/11/2019 09:06
Jamil Name (esq) e Jamil Name Filho: pai e filho ficarão no Presídio Federal de Mossoró (Foto/Reprodução: Internet)
Jamil Name (esq) e Jamil Name Filho: pai e filho ficarão no Presídio Federal de Mossoró (Foto/Reprodução: Internet)

Depois de uma semana de impasse, o empresário Jamil Name Filho, 42 anos, foi transferido para o Presídio Federal de Mossoró (RN), em operação realizada na madrugada de hoje. A transferência de unidade penal havia sido cancelada anteriormente por “questões técnicas”.

A reportagem do Campo Grande News apurou que o empresário foi transferido na madrugada de hoje (5), em voo comercial.

O advogado Fábio Augustus Colauto Gregório, recém nomeado para defender o empresário, disse que foi surpreendido pela informação e, por isso, estava em busca de mais dados para se certificar da transferência. Gregório contou que tinha reunião prevista com o cliente.

Jamilzinho, como é conhecido, foi preso no dia 27 de setembro, na Operação Omertà, que investiga a participação dele como um dos comandantes de grupo de miliciano, responsável por várias execuções. No dia 12 de outubro, foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande.

A transferência de Jamil Name Filho foi determinada pelo juiz da 1ª Vara de Execução Penal, Mário José Esbalqueiro, que autorizou a ida após a descoberta de plano de ataque ao delegado da Polícia Civil Fábio Peró, um dos responsáveis pela investigação desencadeada na Operação Omertà.

O empresário deveria ter sido levado para Mossoró no dia 29 de outubro, mas, por “questões técnicas”, a transferência foi suspensa. Pelo que a reportagem apurou, houve dificuldade em garantir a segurança da operação em voo comercial, como estava previsto.

O pai, Jamil Name, 80 anos, foi transferido para Mossoró na madrugada do dia 30 de outubro. Os dois e mais 19 pessoas, entre elas 15 agentes públicos de segurança, já são réus por crimes de organização criminosa armada, formação de milícia privada, corrupção ativa de servidores públicos, tráfico de armas e extorsão.

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